TAYLOR SWIFT – LOVER; TAYLOR ABANDONA A ESCURIDÃO E ABRAÇA O AMANHECER EM LOVER.

“Combat, I’m ready for combat” assim Taylor Swift abre uma das faixas, The Archer, do seu novo trabalho, Lover. E se tem uma coisa que Swift se aperfeiçoou em seus 13 anos de carreira, aliás número emblemático para a estrela, é justamente em combates. Namorados, celebridades, amigos, família, imprensa e opinião pública. Todos já lançaram suas pedras ao menos uma vez em Taylor e aguardávamos ansiosos pela resposta em seu próximo disco. Com as pedras servindo de metáfora para os inúmeros feudos criados ao longo dos anos, ela criou seu legado. Ressurgindo toda vez mais forte do que nunca e rendendo o mundo com recordes, hits, milhões de copias vendidas, prêmios, aclamação da crítica e do público.

Ciente de sua influência que extrapola os limites da arte, Taylor Swift dessa vez muda um pouco a direção de algumas músicas, saindo um tanto do clássico coração partido e problemas com relacionamentos, para se dirigir a rumos mais coletivos e lançar sobre eles uma perspectiva de dentro em alguns assuntos como cidadania e feminismo. E empática em outros, como causas identitárias, LGBT’s e discurso ódio em geral.

As problemáticas sentimentais ainda são presentes no
trabalho, mas de forma muito mais leve e com um approach mais maduro e seguro. Não
implicando na perda de qualidade na composição lírica. Essa característica continua
sendo o ponto forte da americana, o pecado de Lover está mais na presença pela
terceira vez consecutiva de Jack Antonoff no trabalho, que as vezes pesa um
pouco demais a mão na produção. A química dos dois em estúdio é inegável e
trouxe resultados excelentes no grammiado 1989 de 2014 e no reputation de 2017.
E como já dizia o ditado, em time que se está ganhando não se mexe, porem seria
bom uma mudança de time para que inclusive Taylor possa se permitir a errar.

O relacionamento de Taylor com o ator britânico Joe Alwyn
teve um início conturbado, principalmente devido a necessidade de o casal manter
tudo em sigilo da mídia para tentarem ao menos ter uma chance de viver o
romance sem a pressão cotidiana da imprensa. Na era reputation de 2017,
conseguimos saber como se deu em parte essa narrativa a lá Bonnie e Clyde. E na
faixa Cruel Summer temos mais um ângulo; “Eu não quero guardar segredos apenas para manter
você.” – ” E eu gritei por qualquer coisa que valesse a pena Eu te
amo, essa não é a pior coisa que você já ouviu? Ele olha para cima, sorrindo
como um demônio.”

Lover é absolutamente um disco de amor, que encontra meios
de falar nos intervalos de outros temas também caros a sua idealizadora, o que
pode ser lido como amor próprio também. Em um desses momentos temos a ótima The
Man.

‘’ Eles
diriam que eu me esforcei, foquei no trabalho. Eles não iriam balançar a cabeça
e questionar o quanto eu mereço isso. O que eu estava vestindo, se eu fui rude.
Poderia ser separado das minhas boas ideias e dos meus atos de poder.’’

É ótimo ver a artista novamente versando sobre sua experiencia
em ser anulada por comentários misóginos e machistas que tentam a todo momento
diminuir seu trabalho. Quando temos Ed Sheeran fazendo o mesmo estilo de música
e lotando turnês e sequer tendo seu talento a prova, apenas por ser homem.  The Man também tem seus méritos por ser um hit
espontâneo e de fácil assimilação radiofônica.

Ainda na linha político social, Miss Americana & Heartbreak
Prince, dialoga sobre a posição do cidadão americano que ama seu país e seus símbolos
porem se vê atualmente em uma posição difícil diante o mundo, devido a seus
inaptos governantes. Nisso desemboca uma profunda análise interna do sentido do
ser americano no século XXI.

You Need to Calm Down parece ser uma continuação natural dos
hits Blank Space do 1989 e da atômica Look What You Made Me Do do reputation. Aqui
não mais irônica ou com raiva como nos anteriores e sim totalmente no controle
da situação e utilizando do deboche para lidar com as fortes opiniões que seus pretensos
críticos tem sobre si e estendendo isso como um hino as minorias marginalizadas
pelos mesmos haters que se sentem confortáveis em proferir seu ódio atrás de uma
tela de computador ou celular.

Lover a faixa que dá título ao trabalho, é um bom exemplo de
uma direção que o trabalho pode seguir mesmo com as mãos de Antonoff já tão
marcadas na discografia de Swift. Trazendo uma produção mais intimista com um
belo conjunto de cordas e percussão se destaca pelos vocais mais bem dirigidos.
A letra, uma declaração de amor que ainda vai tocar em muitos e muitos
casamentos de millenials nos próximos anos.

Taylor tem uma relação muito próxima com sua família, em
especial com sua mãe Andrea, a qual inspirou a canção Best Day do Fearless de
2008. Diagnosticada com câncer, Andrea enfrenta a doença longe dos holofotes e
em Soon You’ll Get Better, parceria com as Dixie Chicks, temos uma visão mais próxima
das incertezas de alguém cujo um ente querido enfrenta tão assustadora doença.

“Pessoas
desesperadas encontram fé, então agora eu oro pra Jesus também”  – “Eu vou pintar a cozinha de neon, vou
iluminar o céu, eu sei que nunca vou entender, não há um dia em que eu não
tente” – “E eu odeio fazer tudo girar em torno de mim, mas com quem devo falar?
O que eu devo fazer se não houver você?”

Apesar do teor de sofrimento, não podemos deixar de nos encantar
com a breve revisitada de Taylor Swift ao country, e em como ela não perdeu a
mão do gênero que a consagrou.

A modelo Karlie Kross era integrante fixa do famigerado
squad de Taylor Swift. As duas vivam para cima e para baixo rodando a cidade de
Nova Iorque inseparáveis. Ate que algo aconteceu e as duas pararam de serem
vistas juntas, Karlie mora na Cornelia Street em West Village em Manhattan.

“E, amor,
eu fico perplexa com a forma como esta cidade grita seu nome, e amor, estou tão
apavorada com a ideia de você ir embora, eu nunca mais andaria na Rua Cornélia.”
 
Trecho da faixa Cornelia Street,
façam as contas.                

Muito se fala da capacidade de Taylor Swift em se portar
como vitima em seus trabalhos, verdade ou não, em Daylight, faixa de
encerramento do trabalho, Taylor traz uma honesta percepção de si mesma e seus
relacionamentos, assumindo o papel de algoz em alguns momentos e referenciando
os combates já mencionados no inicio desse texto.

“Talvez eu
tenha saído enfurecida de todas as salas desta cidade. Jogamos fora nossas
capas e adagas porque agora já é manhã. Está mais claro agora”

Numa postura mais conciliatória com seus próprios demônios,
Taylor se mostra aberta a reflexão e a necessidade de amadurecimento e fecha a
obra com um dos melhores versos que ela já escreveu;

“Eu quero
ser definida pelas coisas que eu amo, não as coisas que odeio. Não as coisas da
qual tenho medo. Não as coisas que me assombram no meio da noite, eu só acho
que você é o que você ama.”

Com um ritmo de faixas rápido, com a maioria não passando
dos três minutos, ainda sim implica de uma audição um pouco difícil, fazendo os
60 minutos do disco parecerem longos, cansando o ouvinte, uma boa editada no corte
final minimizaria esse efeito que passa depois de algumas audições.

Lover repete a fórmula de sucesso Swift nas letras e Antonoff
na produção, com algumas colaborações pontuais. Liricamente impressiona em
alguns aspectos e em outros retrocede, a intragável ME! como maior exemplo. Mas
basicamente é um avanço sim na carreira da americana. Comparado ao nublado e
noturno álbum anterior, é como aquela nevoa no final da madrugada que aos poucos
se dissipa com as primeiras luzes solares e onde é finalmente possível ver um
pedacinho da estrada.  

Nota 9,5 / 10

Para ouvir

Cruel Summer

Lover

The Man

The Archer

Miss Americana & Heartbreak Prince

Cornelia Street

Soon You’ll Get Better feat. Dixie Chicks

False God

Afterglow

Daylight

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VMA’S 2019 – LISTA DE VENCEDORES DA MAIOR PREMIAÇÃO GLOBAL DO VIDEOCLIPE EDIÇÃO 2019

Foi ao ar nessa segunda 26/08, o
tradicional Video Music Awards ou VMA’S, edição de 2019 da premiação.

Numa edição dominada pelas mulheres e por performances icônicas, a premiação entregou seus prêmios aos queridinhos da indústria e do público, numa noite sem grandes polemicas e com poucas gafes.

Taylor Swift vence pela segunda vez o prêmio mais disputado da noite, o de vídeo do ano, por You Need To Calm Down. Lil Nas, Billie Eilish e Ariana Grande também foram destaques nas entregas dos troféus.

Missy Elliot foi agraciada com o
premio Michael Jackson Video Vanguard Award, pela sua videografia.

Muito emocionada trouxe para a performance e para receber o premio, uma nova geração de dançarinos e artistas de sua cidade na Virginia.

Lista de vencedores do VMA’s 2019

VIDEO DO ANO

“You Need to Calm Down,” Taylor Swift 

MELHOR NOVO ARTISTA

Billie Eilish 

ARTISTA DO ANO

Ariana Grande 

CANÇÃO DO ANO

“Old Town Road (Remix),” Lil Nas X ft.
Billy Ray Cyrus 

MELHOR COLABORAÇÃO

“Señorita”, Shawn Mendes &
Camila Cabello 

ARTISTA PUSH DO ANO

Billie Eilish 

VIDEO PELO BEM

“You Need to Calm Down,” Taylor Swift 

MELHOR EDIÇÃO

“Bad Guy,” Billie
Eilish 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

“7 Rings,” John Richoux 

CANÇÃO DO VERÃO

“boyfriend”, Social House Ft. Ariana
Grande

MELHOR POP

“Sucker,” Jonas Brothers 

MELHOR HIP HOP

“Money,” Cardi B 

MELHOR R&B

“Waves,” Normani ft.
6lack 

MELHOR LATINO

“Con Altura,” ROSALÍA & J
Balvin ft. El Guincho 

MELHOR DANCE

“Call You Mine,” The Chainsmokers
ft. Bebe Rexha 

MELHOR ROCK

“High Hopes,” Panic! At The
Disco

MELHOR K-POP

“Boy With Luv,” BTS ft.
Halsey 

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Sairam! Os Indicados ao VMA 2019! Confira

Saiu nessa terça 23/07, os indicados ao VMA 2019. A festa rola dia 26/08 em Nova Jersey nos Estados Unidos e o host da festa será o comediante Sebastian Maniscalco.

Confira os indicados;

Vídeo do Ano
“A Lot” – 21 Savage ft. J Cole
“thank u, next” – Ariana Grande
“bad guy” – Billie Eilish
“Sucker” – Jonas Brothers
“Old Town Road” – Lil Nas X feat. Billy Ray Cyrus
“You Need to Calm Down” – Taylor Swift

Artista do Ano
Ariana Grande
Billie Eilish
Cardi B
Halsey
Jonas Brothers
Shawn Mendes

Música do Ano
“thank u, next” – Ariana Grande
“In My Feelings” – Drake
“Sucker” – Jonas Brothers
“Shallow” – Lady Gaga & Bradley Cooper
“Old Town Road” – Lil Nas X feat. Billy Ray Cyrus
“You Need to Calm Down” – Taylor Swift

Artista Revelação
Ava Max
Billie Eilish
H.E.R.
Lil Nas X
Lizzo
Rosalía

Melhor Colaboração
“Boy With Luv” – BTS & Halsey
“I Don’t Care” – Ed Sheeran & Justin Bieber
“Shallow” – Lady Gaga & Bradley Cooper
“Old Town Road” – Lil Nas X & Billy Ray Cyrus
“Señorita” – Shawn Mendes & Camila Cabello
“ME!” – Taylor Swift & Brendon Urie

Artista push
Bazzi
Billie Eilish
CNCO
H.E.R.
Lauv
Lizzo

Melhor Pop
“Easier” – 5 Seconds of Summer
“thank u, next” – Ariana Grande
“bad guy” – Billie Eilish
“Please Me” – Cardi B & Bruno Mars
“Sucker” – Jonas Brothers
“You Need to Calm Down” – Taylor Swift

Melhor R&B
“Raise a Man” – Alicia Keys
“Make it Better” – Anderson.Paak feat. Smokey Robinson
“Feels Like Summer” – Chilkdish Gambino
“Trip” – Ella Mai
“Cold’ve Been” – H.E.R. feat. Bryson Tiller
“Waves” – Normani feat. 6LACK

Melhor hip-hop
“Rule The World” – 2 Chainz feat. Ariana Grande
“A Lot” – 21 Savage feat. J Cole
“Money” – Cardi B
“Higher” – DJ Khaled feat. Nipsey Hussle & John Legend
“Old Town Road” – Lil Nas X feat. Billy Ray Cyrus
“Sicko Mode” – Travis Scott feat. Drake

Melhor música latina
“Secreto” – Anuel AA & Karol G
“Mia” – Bad Bunny feat. Drake
“I Can’t Get Enough” – benny blanco feat. Tainy, Selena Gomez & J Balvin
“Con Calma” – Daddy Yankee & Snow
“Mala Mía” – Maluma
“Con Altura” – Rosalía feat. J Balvin & El Guincho

Melhor k-pop
“Kill This Love” – BLACKPINK
“Boy With Luv” – BTS ft. Halsey
“Tempo” – EXO
“Who Do U Love” – Monsta X ft. French Montana
“Regular” – NCT 127
“Cat & Dog” – Tomorrow x Together

Melhor rock
“Love It If We Made It” – The 1975
“Bishops Knife Trick” – Fall Out Boy
“Natural” – Imagine Dragons
“Low” – Lenny Kravitz
“High Hopes” – Panic! At The Disco
“My Blood” – twenty one pilots

Melhor Dance
“Call You Mine” – The Chainsmokers & Bebe Rexha
“Solo” – Clean Bandit & Demi Lovato
“Say My Name” – David Guetta feat. Bebe Rexha & J Balvin
“Taki Taki” – Dj Snake feat. Selena Gomez, Ozuna & Cardi B
“Happier” – Marshmello & Bastille
“Electricity” – Silk City feat. Dua Lipa

Vídeo com mensagem
“Nightmare” – Halsey
“Ruynaway Train” – Jamie n Commons, Skylar Grey feat. Gallant
“Preach” – John Legend
“Land of the Free” – The Killers
“Earth” – Lil Dicky
“You Need to Calm Down” – Taylor Swift

Melhor Direção
Billie Eilish – “Bad Guy” – Directed by Dave Meyers
FKA twigs – “Cellophane” – Directed by Andrew Thomas Huang
Ariana Grande – “thank you, next” Directed by Hannah Lux Davis
Lil Nas X ft. Billy Ray Cyrus – “Old Town Road (Remix)” – Directed by Calmatic​
LSD ft. Labrinth, Sia, Diplo – “No New Friends” – Directed by Dano Cerny​
Taylor Swift – “You Need to Calm Down” – Directed by Drew Kirsch & Taylor Swift

Melhor Efeitos Visuais
Billie Eilish – “when the party’s over” – Visual Effects by Ryan Ross, Andres Jaramillo
FKA twigs – “Cellophane” – Visual Effects by Matt Chandler, Fabio Zaveti for Analog
Ariana Grande – “God is a Woman” – Visual Effects by Fabrice Lagayette, Kristina Prilukova & Rebecca Rice for Mathematic
DJ Khaled ft. SZA – “Just Us” – Visual Effects by Sergii Mashevskyi​
LSD ft. Labrinth, Sia, Diplo – “No New Friends” – Visual Effects by Ethan Chancer​
Taylor Swift ft. Brendon Urie of Panic! At The Disco – “ME!” – Visual Effects by Loris Paillier & Lucas Salton for BUF VFX​

Melhor Edição
Anderson .Paak ft. Kendrick Lamar – “Tints” – Editing by Elias Talbot
Lil Nas X ft. Billy Ray Cyrus – “Old Town Road (Remix)” – Editing by Calmatic​
Billie Eilish – “Bad Guy” – Editing by Billie Eilish
Ariana Grande – “7 Rings” – Editing by Hannah Lux Davis & Taylor Walsh
Solange – “Almeda” – Editing by Solange Knowles, Vinnie Hobbs, Jonathon Proctor
Taylor Swift – “You Need to Calm Down” – Editing by Jarrett Fijal​

Melhor Direção de Arte
BTS ft. Halsey – “Boy With Luv” – Art Direction by JinSil Park, BoNa Kim (MU:E)
Ariana Grande – “7 Rings” – Art Direction by John Richoux​
Lil Nas X ft. Billy Ray Cyrus – “Old Town Road (Remix)” – Art Direction by Itaru Dela Vegas
Shawn Mendes & Camila Cabello – “Señorita” – Art Direction by Tatiana Van Sauter​
Taylor Swift – “You Need to Calm Down” – Art Direction by Brittany Porter
Kanye West and Lil’ Pump ft. Adele Givens – “I Love It” – Art Direction by Tino Schaedler​

Melhor Coreografia
FKA twigs – “Cellophane” – Choreography by Kelly Yvonne
ROSALÍA & J Balvin ft. El Guincho – “Con Altura” – Choreography by Charm La’Donna​
LSD ft. Labrinth, Sia, Diplo – “No New Friends” – Choreography by Ryan Heffington​
Shawn Mendes & Camila Cabello – “Señorita” – Choreography by Calvit Hodge, Sara Biv
Solange – “Almeda” – Choreography by Maya Taylor, Solange Knowles
BTS ft. Halsey – “Boy With Luv” – Choreography by Rie Hata​

Melhor Cinematografia
Anderson .Paak ft. Kendrick Lamar – “Tints” – Cinematography by Elias Talbot
Billie Eilish – “hostage” – Cinematography by Pau Castejon
Ariana Grande – “thank you, next” – Cinematography by Christopher Probst​
Shawn Mendes & Camila Cabello – “Señorita” – Cinematography by Scott Cunningham
Solange – “Almeda” – Cinematography by Chayse Irvin, Ryan Marie Helfant, Justin Hamilton
Taylor Swift ft. Brendon Urie of Panic! At The Disco – “ME!” – Cinematography by Starr Whitesides

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NOVA ERA! TAYLOR SWIFT LANÇA SEU NOVO SINGLE; ME!

Depois de uma aguardada contagem regressiva em suas redes sociais, Taylor Swift deixa a era reputation no passado e inicia sua nova jornada musical.

ME! é o primeiro single do novo trabalho ainda a ser divulgado, a musica tem parceria com Brendon Urie da banda Panic! at the Disco!.

O single já chegou com video, confira ME!;

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Robyn – Honey; A Bussola Pop Mais Calibrada do Que Nunca

Body Talk de 2010 foi um divisor de águas nessa década, foi o trabalho que deu projeção mundial a musicista sueca Robin Miriam Carlsson, ou simplesmente Robyn. No mercado desde os anos 90, foi com esse disco que a artista trouxe para o universo pop uma paleta de sons que deram o direcionamento de trabalhos de sucesso na primeira metade dos anos 2010. Produtores como Shellback, Max Martin entre outros midas da música comercial, assinando as produções de Lorde, Katy Perry, Ellie Goulding e Taylor Swift transferiram muito da genialidade desse disco que é um marco na música dance / pop.

Eis que oito anos depois a sueca lança seu aguardado mais novo trabalho, titulado Honey e apesar de inicialmente mais curto que Body Talk, traz uma nova visão e aproximação a sua arte. São nove faixas que rendem uma audição rica e cheia de detalhes a serem degustados.

O disco abre com Missing U, uma delicada faixa que lembra um pouco de seus trabalhos anteriores, porém traz uma Robyn mais madura e mais sensível.  A faixa fala de um amor que se foi e toda a sorte de tentativas de análises sobre o que representou esses sentimentos para ambos. Já aqui temos o fio condutor de todo o trabalho que é a mais pura melancolia e quem melhor que Robyn para nos fazer dançar e chorar ao mesmo tempo e de forma maravilhosa?

A jovem Zhala divide com Robyn a faixa Human Being, um soft dance com uma pitada deliciosa de Prince. Afinal, nada melhor que celebrar a humanidade do que dançando.

Robyn evoca uma moderna disco com uma pegada Funk com toques orientais em Because It’s Music, que surpreendentemente nos leva aos anos 90 como num sonho lúdico.  A produção é um primor, assumem com a artista os suecos Klas Anlund que já trabalhou com Katy Perry em Prism e Joseph Mount.

Baby Forgive Me e Send To Robin Immediately são duas canções que se fundem e tem um fio logico tanto musicalmente quanto narrativamente. A transição lírica e em quesito de construção sonora é um dos pontos altos do disco.

Honey que dá titulo ao trabalho foi oferecida a Lena Dunham, escritora e uma das protagonistas do seriado Girls da HBO, como um pedido da própria Lena depois de ter inserido Dancing on My Own de Robyn em um dos episódios da série. Honey na época não estava finalizada, mas como um sinal de agradecimento a artista, que é grande fã da série, decidiu finalizar mais rapidamente e mandar para ser inserida na temporada final de Girls.

A música tem uma conotação sexual delicada e quebra um pouco do ar lamentoso das faixas anteriores com um pop mais solar.

Um lounge eletro tropical do fim dos anos 90 é o que é servido em Between The Lines, o clima de flerte avança com as batidas luxuosas da faixa.

Em Beach2k20 o clima de veraneio high tech cheio de sintetizadores traz a paixão da artista pelo samba. Claro que aqui o samba não seria cheio de texturas orgânicas como conhecemos e sim com uma desconstrução calcada na tecnologia e no entendimento de estruturas sonoras que dão aquele ar incrível de vintage futurista. Um laboratório sonoro completo e feito para ser apreciado.

Ever Again encerra a obra da forma que deveria ser encerrada, fazendo uma reflexão entre o que transcorreu ao longo do trabalho e o que o futuro aguarda.

A produção faz as pontes entre o inicio o meio e o fim de Honey funcionando como um perfeito ato de encerramento, mas que deixa aquela vontade de voltar ao inicio e começar a jornada novamente.

Robyn não se deixou intimidar pelo trabalho que tinha a frente, deixou de lado as firulas que a indústria da música faz com quem de repente, se vê como um dos guias das novas gerações de artistas. Algo inverso aconteceu com Sia, que desde que se tomou conhecimento de seu trabalho avassalador e rico, tem sido sugada ano após ano pela indústria. Robyn continuou trabalhando com o coração ao que construiu com suas mãos e com quase uma década de diferença de um disco para outro, algo que a Sade faz muito bem, conseguimos perceber que o amadurecimento foi avassalador e como um bom vinho a sueca continua num caminho de boa maturação trazendo sabores cada vez mais impares.  Segundo as palavras da própria; “Now I can see life the curve of life happening in a certain way. But because of that, I feel much freer as a person. // Agora eu posso ver a curva da vida acontecendo de uma certa forma. Mas por causa disso eu me sinto muito mais livre como pessoa.”

Nota; 10/10

Para Ouvir;

Missing U

Because It’s Music

Send To Robin Immediately

Honey

Beach2k20

Ever Again

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Taylor Swift – September e Zayn – Let Me; Lançamentos dessa Sexta Feira 13

Taylor Swift disponibilizou no Spotify nessa semana a sua versão do Spotify Singles, com uma regravação acústica de Delicate e um cover de September do Earth, Wind & Fire, também de forma acústica.

 

 

É interessante ver que realmente a força da garota está na sua pegada mais intimista, Delicate sem as várias camadas eletrônicas funciona muito bem na voz e violão.

E September, um clássico da música Disco tocada ao banjo brilha sem esforço, provando que quando a música é boa estruturalmente ela pode ser trabalhada de diversas formas.

 

Zayn também aparece na lista de novidades da semana, com o lançamento da inédita Let Me.

 

 

Abraçando totalmente os anos 80 com uma batida tropical que lembra um La Rouxx mais deprimido.

Ótima faixa para um lounge e drinks após o expediente, acompanhado de uma conversa mansa com os amigos ou crush.

A música chega com um vídeo onde Zayn enfrenta um mafioso.

 

O moço ainda não anunciou data e titulo do novo disco, previsto para o verão no hemisfério norte.

 

Confira Delicate e September no Spotify Singles

 

Confira Zayn com seu vídeo para Let Me

 

 

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Taylor Swift – Delicate; Taylor Se Diverte Com O Poder da Invisibilidade

Taylor Swift lançou nesse domingo (11/03) durante o iHeart Radio Awards, seu novo vídeo da era reputation; Delicate.

Usando uma versão do vestido azul que usou no Billboard Awards 2013, a moça fica invisível e se diverte dançando entre convidados de uma festa, pela rua e até pelo metro.

Delicate quebra o ar futurista e utópico que o diretor Joseph Kahn deu aos 3 clipes anteriores do disco. Com um ar intencionalmente mais leve e bem-humorado, a obra disserta em como as celebridades muitas vezes ficam presas a imagens que o público constrói delas e como seria quando ninguém estivesse olhando.

A musica inicialmente interpretada como para um amor de Taylor, agora pôde ser lido como um desabafo da cantora para ela própria, como em frente a um espelho.

Delicate é o quarto single do disco reputation, lançado dia 10 de novembro de 2017, ao qual a turnê de divulgação está em fase de ensaios, com shows esgotados em estádios pelos EUA, tendo sido necessário a adição de datas extras.

 

Confira Delicate;

 

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Bleachers – Gone Now; Pop Concentrado e Pronto para Explodir

Jack Antonoff é a mente criativa por trás do sucesso de alguns trabalhos de várias estrelas pop como Taylor Swift, Lorde e P!nk. O rapaz de New Jersey, faz parte da banda fun. conhecida pelo smash hit We Are Young, que dominou as paradas no meio da década e participa assiduamente dos processos de composição e criação desses e de vários outros artistas. Essa é a razão que em uma primeira ouvida distraída no trabalho do moço a frente de seu projeto solo fora do fun. o Bleachers, fica a impressão do eu já ouvi isso antes.

Gone Now conta as desventuras confessionais de um rapaz típico da geração milenial, com problemas com sua identidade, perspectivas, ansiedades e principalmente relacionamentos amorosos. E é exatamente aí que vemos a genialidade do nova jersiano em versar tão bem sobre as peripécias e reveses dos relacionamentos, tanto pessoais quanto os dos outros.

E o toque de humor trágico dá a toda obra uma atmosfera única e viciante. Esse ar loser e cool que permeia o disco e os vídeos só deixa tudo mais encantador.

A lúdica Dream Of Mickey Mantle abre o disco dando o já as primeiras pinceladas na atmosfera que acompanha todo o trabalho, com teclados poderosos e pegada oitentista.

Goodmorning narra o cotidiano de alguém que claramente ferrou tudo no relacionamento e está na fossa, sem necessariamente perder o senso de humor ou pesar a mão na tristeza.

O primoroso trabalho vocal de Lorde no espetacular Melodrama, onde algumas faixas foram produzidas por Jack, pode ser conferido na dançante Hate That You Know Me onde as texturas vocais casam com a atmosfera festeira da faixa.

Don’t Take The Money, traz a própria Lorde nos backing vocals, a faixa é de longe uma das melhores do disco. Versando sobre as dificuldades de manter um relacionamento que já perdeu o brilho, mas onde ainda existe amor, Jack disserta sobre aqueles momentos em que nossa cabeça pega fogo logo após uma briga ou mesmo um climão que pode ter se instalado na hora de dormir, brilhante do começo ao fim.

Everybody Lost Somebody tem uma produção refinada e com tudo no lugar, letra bem composta e vocais no ponto. É daquelas faixas que vão crescendo até eclodirem num majestoso ápice na ponte.

O álbum passeia pelas bandas pop dos anos 80, mas nenhuma faixa remete mais as clássicas trilhas dos filmes da sessão da tarde quanto Let’s Get Married, é para cantar e dançar como se ninguém estivesse vendo.

Já se encaminhando para o final do disco I Miss Those Days, como o titulo sugere, traz um ar de nostalgia e dissertações sobre caminhos percorridos, amigos que chegaram e foram e lugares. É uma canção produzida intencionalmente para que se cante junto batendo palminha o que é extremamente bem-vindo.

 

É muito curioso apreciar as fontes que os artistas bebem, muitas vezes ficamos um tanto decepcionados pelas similaridades e até mesmo os ctrl +c e ctrl +v feitos descaradamente, não é esse o caso. Bleachers como fonte soa como suas crias, porém mantem muita originalidade e talento, dando a entender que essa fonte está longe de secar. Claro que muitas coisas são inspiradas em outras épocas e outros momentos da música, porem fazer disso algo seu e original é para poucos.

Longa vida a Jack Antonoff.

 

Nota 9/10

Para ouvir;

Hate That You Know Me

Don’t Take The Money

Everybody Lost Somebody

Let’s Get Married

I Miss Those Days

 

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O Que Esperar da Música em 2018?

Depois da ressaca de ano novo vem a pergunta; o que esperar de 2018 na musica?

Voltando no tempo podemos constatar que os oitavos anos das décadas são extremamente promissores criativamente e muito do que se produziu teve impacto massivo na década seguinte.
Vamos pegar produções de 1998 e 2008 como exemplo.

Em 98 tivemos;

O lançamento do Smash Hit …Baby One More Time da até então ex clube do Mickey, Britney Spears, que abriu um nicho sem precedentes de cantoras Teen e ali era só o começo.

Depois de 50 anos de carreira Cher lançaria aquele que seria o seu maior sucesso na historia, popularizando um recurso que seria usado a exaustão na próxima década; o Autotune ou efeito Cher na época. A canção Believe que explodiria mundialmente no ano seguinte foi lançada em 1998 e o resto é historia.

Falando em lendas, Madonna muito antes de Dua Lipa, ditava as novas regras da indústria, com seu eletrônico deliciosamente dançante e introspectivo; Ray Of Light, vencedor de 4 grammys em 1999, lançado em março de 1998. O disco mudou a forma de se fazer musica pop e abriu espaço para o famigerado conceitual.

Dentre as dezenas de gilrbands a se lançarem comercialmente embaladas pelo sucesso das Spice Girls, um grupo de três garotas no melhor estilo TLC começava a chamar atenção, eram nada mais que as Destiny Child onde a novata Beyoncé Knowles lider do grupo, já se destacava.

Falando em poder feminino, Lauryn Hill reinventaria a roda com o seu aclamadíssimo The Miseducation of Lauryn Hill, que revolucionou o R&B no final da década e influenciaria mais tarde desde Rihanna até Amy Winehouse e Adele.

No campo do Rock n Roll, ainda no auge do estilo alternativo, o Kiss retornaria com a formação original e com a maquiagem marca do grupo, depois de anos e o Aerosmith lançaria seu smash hit, I Don’t Want to Miss A Thing que dominou o planeta.

E não só de dinossauros vivia o Rock, o Queens of Stone Age debutava com o seu disco auto intitulado e uma banda do Arkansas, que explodiria na década seguinte vendendo milhões de cópias de seus discos, lançava seu tímido primeiro EP, o Evanescence.

Se 1998 foi um ano agitado para música 2008 não ficou atrás.
Há dez anos era lançado a plataforma de Streaming mais popular da atualidade, o Spotify.
Rihanna se consolidava como diva pop com seu disco Girl Gone Bad Reloaded, Katy Perry debutava seu single I Kissed The Girl e uma garota excêntrica de Nova Iorque lançava seu primeiro trabalho, The Fame que dominaria o mundo no ano seguinte; Lady Gaga.
Nem só de lançamento viveu 2008, Madonna daria inicio a sua turnê Stick & Sweet que se tornaria a maior turnê feminina solo da história, recorde que permanece até hoje e Beyoncé ja em carreira solo conquistaria o topo dos Charts e das festas com seu Single Ladies (Put a Ring on It).
Em 2008 Amy Winehouse era aclamada no Grammy e Taylor Swift lançava Fearless, seu maior sucesso comercial que venceria o Álbum do Ano em 2010, fazendo a cantora ser a mais jovem a vencer o premio máximo da indústria.

Com irmãos tão bem sucedidos, fica difícil para 2018 não sentir a pressão de seus predecessores que marcaram a história da música. Lançamentos de peso para todos os gostos teremos aos montes, já que voltam; Justin Timberlake, Ariana Grande,1975, Avril Lavigne, Camila Cabello, Franz Ferdinand, Artic Monkeys, Madonna, Bastille, Interpol, Jack White, Kylie Minogue, Ozzy Osbourne, Muse, Selena Gomez, Frank Ocean entre outros.

No Brasil Pablo Vittar já está em processo de produção de seu novo disco e Anitta deve lançar algo impactante ainda no primeiro semestre, do mais teremos ainda o Sertanejo Universitário e o Funk dominando as paradas. Não desmerecendo a geração atual, longe de mim adoro aliás, mas que da saudade o Brasil de 1988 com Ideologia do Cazuza, primeiro disco da Marisa Monte, além da alegria das festas infantis Xou da Xuxa 3 e vou de táxi da Angélica, isso dá.

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SAIU!! Confira o clipe de “Look What You Made Me Do” de Taylor Swift

O tão esperado video clipe de Taylor Swift foi liberado nas premiações da VMAs! A loira voltou com tudo, após três anos sem lançar um CD.

Reputation será lançado no dia 10 de novembro.

 

Confira:

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