Madonna – Madame X; Entre Fados e Parcerias Dignas e Duvidosas Madonna Entrega Seu Melhor Disco Nessa Década.

Residindo já há alguns anos na improvável Portugal, Madonna
tem se habituado a quietude das comunidades quintanescas da terrinha. Bebendo
do melhor vinho do Porto, se deliciando com a culinária local e acima de tudo;
Absorvendo a riqueza cultural da península ibérica.

Portugal é um país que construiu sua identidade em parte com
a interação com outros povos, sendo outrora uma região de passagem entre o
desconhecido, representado pelo oceano atlântico e a civilização mediterrânea
européia e o norte da África já sob influência islâmica. Essa colcha de
retalhos deu origem a uma cultura multifacetada e única no contexto do velho
mundo.

Dito isso, é sabido que uma das melhores qualidades de
Madonna é justamente condensar uma ideia em torno de um conceito e entregar um
trabalho pop que exala sua idealizadora independente do trend escolhido. Como
vendedora de conceitos a americana é imbatível. O que tem faltado em seus
últimos trabalhos é justamente uma visão mais apurada e direcionada do material
a ser trabalhado e principalmente se antecipar às tendências. Madonna tem chego
tarde às festas, entregando músicas com produções já saturadas e datadas desde
Hard Candy de 2008.

Dentro desse cenário Madame X de 2019 aponta para uma
direção interessante, não sendo imaculado de erros, existem muitos, mas
recuperando os bons olhos e acima de tudo ouvidos de Madge acerca do seu papel
de ícone inspirador de um segmento musical que se entrelaça a sua carreira e
vida como um instrumento de massa único.

Começando pelos erros, as participações de Maluma no trabalho, incluindo o carro chefe Medellin, são definitivamente desnecessárias. O colombiano canta em todas as vezes em que aparece, com a empolgação de um poste, soando entediado e monotônico. Conseguimos entender a intenção de uma artista que sempre reverenciou a cultura latina, principalmente de ascendência hispânica em seus trabalhos, em chamar um dos artistas de maior sucesso na atualidade nesse nicho para o disco. Mas se fosse a Madonna esperta e aguçada de outros tempos, o nome a ser adicionado as parcerias seria o da catalã Rosalía, além de um frescor à discografia de Madge, seria uma tacada de mestra. Uma Pena.

Outro ponto negativo do trabalho é a disposição
esquizofrênica das faixas, um disco duplo dividindo os atos seria extremamente bem-vindo
trazendo coerência a obra e deixando tudo mais fluido. Dessa forma podemos analisar
duas facetas do trabalho; a político social e a descontraída.

A face política e social do disco é como o esperado;
desconfortável, visceral em alguns pontos, forte e de muita coragem, em um
mundo contemporâneo cada vez mais polarizado. O incomodo aqui vem justamente
das mensagens que podem melindrar os mais desatentos, para os fãs é o momento
de glória da obra.

Nesse segmento temos o costumaz apelo feminista de Madonna e
sua mensagem pela igualdade de gêneros além da luta pela classe LGBT+. É
passada também uma pincelada sobre o racismo e xenofobia, sem, no entanto, a
artista tomar qualquer protagonismo e soar a branca salvadora dos oprimidos.

Killers Who Are Partying, composta em uma espécie de
fado contemporâneo em lamentos, tem uma mensagem direta sobre realidade e
empatia.  A letra predominantemente em
inglês e com trechos do refrão em português, é uma reflexão da sociedade
anacrônica contemporânea.

Batuka possui, como o nome sugere, um poderoso
trabalho de percussão, além de cantos que ecoam uma atmosfera tribal. Apenas o
autotune pesa um pouco.

Trabalhando com Madonna nos discos Music (2000), American
Life (2003) e Confessions on a Dance Floor (2005), o francês Mirwais Ahmadzaï,
assina a co composição das faixas Dark Ballet, God Control, Batuka, Killers
Who Are Partying e I Don’t Search I Find
. E fica evidente os flashs que referenciam
os trabalhos do compositor em outras obras dele na discografia da Material Girl.

Dark Ballet é um pop barroco desconcertante e definitivamente
ousado, não significante, no entanto que o passo tenha valido a pena, sobra
barroco, falta pop…

O debate sobre o controle de posse e porte de armas de fogo
tem sido acalorado ao redor do globo, sendo uma das principais pautas de
segurança pública no século XXI até então. E nesse contexto, os constantes
tiroteios em escolas, locais públicos e até em casas noturnas, como a Pulse,
balada LGBT palco de um atentado em 2016 na cidade de Orlando na Florida, são
tratados de forma direta e sem eufemismos em God Control.

Cantada em seus primeiros versos por trás dos dentes, a faixa flerta com a música gospel e desemboca numa Disco contemporânea deliciosa, evocando as investidas da rainha do pop nesse segmento como em Deeper and Deeper do Erotica (1992). É o melhor single de Madonna desde Hung Up. God Control seria um carro chefe muito mais coerente que Medellin. #choices

Crave balada em estilo emo trap, parceria com o queridinho do momento Swae Lee, também é um ponto alto no disco, juntamente com outra parceria, Future com Quavo, em ambas Madonna desfila confortável, nada comparado as parcerias sofridas dessa década nos albums MDNA (2012) e Rebel Heart (2015), salvo exceções.

Ainda no que tange parcerias, Anitta participa da inspirada Faz
Gostoso
, com uma pegada de funk brasileiro e cantada principalmente em português
do Brasil, auge da credibilidade cultural e o potencial que nossos artistas têm
em produzir conteúdo a nível global no que tange produção musical. Mesmo a
faixa original ter sido composta por lusitanos, a influência do pop brasileiro contemporâneo
é inegável.

Madame X emerge como um trabalho que pode não agradar a
todos, mas definitivamente vai fazer você sentir alguma coisa, nem que seja
repulsa. Dentro do atual contexto musical tão carente de algo realmente inovador
em se tratando de pop, talvez traga alguns momentos inspiradores. Dentro do
contexto de Madonna nessa década, é um virar de página e um convite a sua
idealizadora em olhar mais para si mesma e encontrar o fogo criativo que jamais
deveria ser subestimado.

Nota 8,5 / 10

Para Ouvir;

God Control

Future feat Quavo

Batuka

Crave feat. Swae Lee

Crazy

Faz Gostoso feat Anitta

I Don’t Search I Find

I Rise

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NOVA ERA! TAYLOR SWIFT LANÇA SEU NOVO SINGLE; ME!

Depois de uma aguardada contagem regressiva em suas redes sociais, Taylor Swift deixa a era reputation no passado e inicia sua nova jornada musical.

ME! é o primeiro single do novo trabalho ainda a ser divulgado, a musica tem parceria com Brendon Urie da banda Panic! at the Disco!.

O single já chegou com video, confira ME!;

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Ariana Grande Está On Fire! A Artista Agitou a Sexta e Lançou Clipe e Disco De Uma Vez Só!

Ariana Grande vem colhendo os frutos de sua boa fase na carreira nos últimos meses.

Depois do sucesso estrondoso do single Thank u, next e de 7 Rings, a americana acaba de lançar mais um single; Break Up With Your Girlfriend, I’m Bored. A faixa é acompanhada claro de um provocante vídeo.

A cantora lançou também seu mais novo álbum de estúdio, Thank u, next. Que tem previsão de debutar no topo da tabela de discos da Billboard. Resenha saí ainda nesse fim de semana.

 

Confira Break Up With Your Girlfriend, I’m Bored;

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Ariana Grande Não Está Para Brincadeira! Confira 7 Rings o seu Novo Single/Video;

Após o grande sucesso de Thank u, Next de 2018, Ariana volta com mais um single que promete dar continuidade a boa fase da cantora nos charts.

A faixa 7 Rings chega acompanhada de um clipe todo trabalhando no neon rosa.

O próximo disco da artista, titulado de Thank u, Next,  deve chegar em meados de fevereiro próximo.

Confira;

 

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Anitta – Solo EP; Projeto Trilíngue Não se Sustenta e Carece de Brilho

Anitta lançou na madrugada desta sexta 09/11, seu mais novo projeto, titulado Solo.

Se trata de um EP com três faixas, executadas sem as costumazes parcerias que permearam os trabalhos da moça nos últimos meses, dai o nome Solo. As três músicas do trabalho são cantadas cada uma em uma língua, Espanhol, Português e Inglês, respectivamente.

A primeira faixa Veneno tem uma produção mais caprichada e mais bem-acabada que as demais canções. Sendo cantada em espanhol, a faixa traz todos os macetes já explorados pela cantora, sexualidade e uma orientação as produções latinas que tem estado em evidência.

Não Perco Meu Tempo é a fraca faixa em português do trabalho, para uma artista que já incendiou as rádios com hinos como Show das Poderosas, Vai Malandra e Bang, a canção fica muito aquém e soa desleixada, melhor não perder seu tempo.

E fechando o trabalho Goals em inglês, traz camadas mais sóbrias e alinhadas com a primeira faixa. Mesmo assim não empolga, pois, o vocal arrastado poda a energia e a veia pop de Anitta.

E não parece muito efetivo em força para avançar sobre o tão disputado mercado internacional.

Anitta não lança um disco completo desde Bang de 2015, e em todo esse tempo se dedicou a projetos e faixas soltas, o que lhe rendeu certo destaque fora do país, mais pela imagem do que pela música em si, e viu sua colega Pablo Vittar a ultrapassar, estando essa mais em evidência nos últimos meses. Pablo mira sim em sua carreira internacional, porém não deixa de alimentar seu principal mercado, o brasileiro. Anitta devia seguir pelo mesmo caminho se quiser manter a relevância nacional na próxima década. E com tanto tempo para se dedicar a produção, é de se espantar que tenha apresentado um trabalho tão insatisfatório.

Nota 1/10

Para ouvir;

Veneno

 

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Troye Sivan – Bloom; O Florescer do Futuro da Musica Pop

 

O jovem Troye Sivan fez um decente debut com Blue Neighbourhood de 2015 e é em seu novo trabalho, Bloom, que o sul africano radicado na Austrália, demonstra seu talento aqui lapidado e com novos espectros de luz e sombras.

Seventeen abre o trabalho versando sobre a habilidade juvenil de idealizar o amor e o choque de realidade. Se trata das aventuras românticas de Sivan quando era adolescente e buscava o amor em aplicativos de pegação. A faixa transita da atmosfera romântica a crueza dos relacionamentos com homens mais velhos, que estavam mais preocupados com uma boa noite de sexo do que com devaneios românticos pueris. A letra tem colaboração da queridinha do indie Allie X.

My! My! My! é o primeiro single do disco, se trata de uma bem construída e dançante faixa pop que explora mais uma vez o romance e idealizações amorosas, mas de forma bem mais divertida. Fala sobre abraçar e assumir um sentimento sem medo.

The Good Side diminui um pouco o a frequência dançante e traz uma balada bem comprometida, principalmente com a estética folk do fim dos anos 60. Troye mostra que está fazendo a sua lição de casa e explorando estilos interessantes dentro da musica pop.  O único problema aqui é a quantidade de gente para compor dois versos, uma ponte e um refrão; seis pessoas; Troye Sivan, Leland, Bram Inscore, Allie X, Ariel Rechtshaid & Jam City.

Oscar Holter assina a produção da faixa que dá titulo ao disco, a explosiva e provocante Bloom.

Musicalmente é um pop contemporâneo, o que significa que carrega uma tonelada de referências aos anos 80 e 90 além de um Q de indie neon. A faixa não faz feio em nenhuma festa e é cheia de energia do início ao fim. Liricamente temos aqui um tema pouco abordado no universo musical, a primeira noite de um garoto gay.  Tudo é construído com naturalidade, inteligência e sem clichês.

Falando de um cartão postal que nunca chegou ao destinatário, Troye e Gordi se unem em Postcard uma bonita e sensível balada.

Ariana Grande assume com Sivan o comando de Dance to This, fazendo uma ode aos festeiros que curtem se divertir em casa, de preferencia com uma boa companhia.

What a Heavenly Way to Die começa dar ao trabalho um gostinho de já ouvi isso antes e esse é o maior defeito de Bloom, a monotonia que se apodera da obra conforme se habitua com as músicas. De qualquer forma é uma balada mediana, que pode embalar tranquilamente um saguão de espera, um elevador ou mesmo um jantar romântico.

Lucky Strike é interessante pois traz Troye assumindo a composição com apenas um parceiro, Alex Hope, dando mais direcionamento a obra. Falando sobre como o amor é um golpe de sorte, somos imersos em uma boa produção também assinada por Hope.

Animal, uma balada sobre ânsias de um amor devastador que não mais pode ser contido, fecha o trabalho de forma decente. É uma profusão de hormônios, desejo e torpor juvenil. Saudosismo puro para quem já passou dessa fase e se lembra dos seus bons tempo e uma forma de comunicação precisa aos jovens que ainda se identificam com essa ferocidade.

Bloom fecha com 10 faixas em sua versão standard, uma ótima quantidade que não satura nem deixa faltar. O maior defeito do disco é a monotonia que pode assolar a produção depois de passada algumas músicas, a necessidade de tudo ter as mesmas graduações de cinza, do mais claro ao escuro, dá certo cabresto num trabalho que tinha tudo para borbulhar em cores e paisagens maravilhosas. O excesso de mãos em faixas não muito complexas em seu lirismo também atrapalha, faz perder justamente o ponto de maior interesse; o tom confessional de um jovem gay do século XXI.

Positivamente é um disco de seu tempo e com potencial de elevar Troye Sivan para outro nível e é sem duvidas uma evolução. Nos resta acompanhar o novo capítulo da efêmera atmosfera pop contemporânea.

Nota 7,5

Para Ouvir;

Seventeen

My! My! My

Good Side

Bloom

Lucky Strike

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Shawn Mendes – Shawn Mendes; Em Busca de Uma Identidade o Canadense Se Perde Em Influencias Já Saturadas

Desde a massificação da música pop há mais de 6 décadas, centenas de rapazes bonitos já levaram milhões de garotas e garotos a loucura com uma formula bem simples; uma boa voz, um certo talento com o violão e muito charme. Passando por aquele que talvez seja até hoje o símbolo máximo desse nicho, Elvis Presley. Quem até hoje não se derrete com o rei do rock cantando a sombria Are You Lonesome Tonight? Ou a solar Can’t Help Falling in Love, acompanhada por um Ukulelê?

Em 2018 bem longe dessa nostalgia toda, temos o astro pop do momento Shawn Mendes e seu novo trabalho autointitulado, cumprindo essa lacuna de levar as (os) adolescentes a loucura. Shawn é conhecido pela sua beleza e simpatia, principalmente com as fãs, distribuindo um sorriso largo por onde passa.

No quesito musical o canadense soa monótono, tocando uma nota só em todos os albums lançados até aqui. As tentativas em tentar levar o trabalho com mais seriedade soam genuínas, porem caem por terra devido ao único tom apresentado sucessivamente pelo artista.

Em seu novo trabalho não é diferente, a voz arranhada do rapaz abre em In My Blood o seu novo disco. Escrita por Shawn Mendes, Geoff Warburton, Teddy Geiger e Scott Harris, a letra é um tanto sombria e apresenta seu personagem envolto em conflitos que não consegue superar sozinho. É um soft rock com muita cara de trilha de serie dos anos 2000 como Smallville.

Nervous da uma esquentada no clima, com uma letra mais iluminada, mas aqui por luzes neon. As influências do jovem Justin Timberlake e de um Maroon 5, antes de ambos ficarem perdidos e chatos demais, são claras.

As próximas Lost in Japan e Where Were You In The Morning? Seguem no mesmo ritmo de Nervous, sem literalmente nenhum solavanco. E nessa ultima o rapaz tenta sem sucesso por seus vocais a prova.

Depois de muitas estripulias e firulas, o álbum se torna interessante novamente na faixa 9, Because I Had You, quando o moço finalmente volta para a guitarra acústica. “Should’ve told you not to go. Thought I knew just what I wanted, I didn’t know myself at all / Deveria ter dito para não ir embora. Pensei que eu sabia exatamente o que eu queria, mas eu não me conhecia tão bem.” Esse pequeno trecho resume um pouco a percepção que se tem do disco como um todo, onde vamos aprofundar nas considerações finais.

Se Queen fosse uma faixa de Taylor Swift ou de qualquer outra artista pop, os tabloides seriam tomados por manchetes sobre para quem especificamente essa música estaria endereçada, mas Shawn sendo um artista masculino, simplesmente será ignorada.

A parceria com Khalid em Youth não empolga. O que poderia ser a oportunidade de dois artistas da nova geração falarem com os seus respectivos públicos geracionais é desperdiçada.

As baladas Perfect Wrong e When You’re Ready encerram o trabalho, aqui já exaustivo.

Emulando John Mayer, Adam Levine, Justin Timberlake, Ed Sheeran entre muitos outros, Shawn Mendes acaba se parecendo com tudo, menos com ele mesmo. E nisso voltamos a aquela frase chave da faixa Because I Had You; “Pensei que eu sabia exatamente o que eu queria, mas eu não me conhecia tão bem.” Em um mercado cheio de artistas autorais brilhantes, encontrar seu rumo em busca de autenticidade pode ser um diferencial fundamental entre a vida e a morte numa indústria tão frívola a dada a soterrar artistas com produtos mais novos vez após vez.

 

 

Nota 4/10

Para Ouvir;

In My Blood

Nervous

Fallin All In You

Because I Had You

 

 

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Christina Aguilera Feat. Demi Lovato – Fall In Line; Erros e Acertos Marcam Homeopaticamente a Volta De Aguilera ao Mainstream

Eis que finalmente está entre nós a tão falada colaboração de Christina Aguilera e Demi Lovato. A Faixa se chama Fall In Line e foi lançada hoje 16/05.

A faixa flerta com o soul na maior parte do tempo, lembrando de longe o trabalho de Aguilera em Stripped e Back to Basics. Aliás a voz de Xtina está no ponto como sempre e não envelheceu nadinha.

E nesse aspecto podemos ver a diferença entre as duas interpretes. Demi tem uma voz treinada e Christina uma voz que é um dom raro. As duas estão afinadíssimas e mandando bem, com um maior alcance de Aguilera. Porém chega num momento que a coisa descamba para uma competição de quem grita mais e mais alto, o que não necessariamente é positivo para o ouvinte e não ajuda em nada a canção.

No sentido lírico a música estaciona nos clichês já explorados a exaustão por ambas, autoafirmação, auto ajuda, auto indulgencia e por aí vai. Porém pode funcionar para elucidar a nova geração sobre empoderamento feminino.

Não é uma Can’t Hold Us Down 2.0, longe disso, mas é um pouco melhor do que as que a loira tem lançado ultimamente.

A letra é assinada por Jon Bellion.

O novo disco de Christina, titulado de ‘’ Liberation ‘’ tem previsão de lançamento ainda nesse semestre.

Confira o Lyric vídeo para Fall in Line;

 

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