Anitta – Indecente; Falta Inspiração e Sobra Relaxo na Ambição de Anitta Pelo Sucesso Internacional

Já há algum tempo Anitta tem se lançado em projetos soltos em busca de uma unidade de sua imagem perante ao cenário internacional. Apesar de algumas derrapadas como a parceria com Iggy Azalea em Switch de 2017, no geral a moça tem conseguido uma certa atenção no exterior.

Porém a base de fãs da morena, que é brasileira, começa a desbandar para outros artistas que entram diariamente na onda do novo pop tropical, que tem sido destaque no país nos últimos anos, como Pablo Vittar.

O último álbum completo lançado foi Bang de 2015 e já se nota a necessidade de algum movimento nessa direção para pelo menos a manutenção do posto da moça entre os artistas mais populares do país.

Com a imagem desgastada pelo pronunciamento, ou pela falta dele, no caso de Marielle Franco, nota se que o público tem feito duras críticas ao posicionamento da moça.

 

 

E Indecente lançada durante a sua festa de aniversário, ontem 26/03, chegou com um clipe gravado em um take só. O vídeo conta com a participação de alguns artistas como Pablo Vittar, Jojo Maronttinni e Nego do Borel. A ideia seria gravar o clipe ao vivo e exibi-lo pelo Youtube, porém devido a problemas com a conexão a transmissão foi atrasada e por fim lançado sem ter sido transmitida ao vivo.

No quesito musical a faixa toda cantada em espanhol, traz uma produção latino tropical contemporânea e letra simples, sobre uma mulher se sentido sedutora em busca de captar o desejo do seu objeto de conquista.

Anitta aqui soa sem inspiração, com um certo tom de preguiça e muita pretensão, o conjunto da obra, música e vídeo, não agradou nem a muitos fãs e talvez seja o sinal vermelho que a artista precisa para repensar suas estratégias em busca da manutenção do status de musa da atual música nacional.

 

Confira o Clipe de Indecente;

 

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RESENHA: Charli XCX – Pop 2

Charli XCX parece mais uma daquelas aspirantes a estrelas que de parceria em parceria vão marcando seu nome até explodirem em algum álbum solo ou caírem de vez no ostracismo eterno e cruel da indústria mainstream. Porém se engana quem acha que a inglesa é só mais uma garotinha pop moldada pela sua gravadora, para virar um produto comercial e depois ser descartada.

Conhecida por ser a voz no maior hit da também inglesa Icona Pop, em I Love It e no Smash Hit mundial Fancy de Iggy Azalea. Charli começou sua carreira aos 14 anos no myspace e cantando em Raves ilegais na Inglaterra.

Em Pop 2 seu novo álbum, essa veia rítmica e experimental das raves fica evidente, o disco soa como uma espécie de Bon Iver pop. Quem por acaso o ouve esperando mais um produto pop convencional, pode se decepcionar com as texturas e ranhuras dos arranjos e as músicas que brincam magistralmente com o EDM e música de instalação.

Não que Pop 2 seja uma obra prima em avanço e influencia como o Body Talk de Robyn, que redefiniu a música pop nos primeiros minutos da década, porém é um passo ousado e muito bem-vindo da britânica.

Com músicas empoderadas e recheadas de participações o disco abraça a geração atual de milenials festeiros que querem tudo agora, mas que veem o mundo com certa nostalgia e pessimismo, coisa que Lorde soube trabalhar com esmero em Melodrama.

O disco abre com Backseat que conta com a participação de Carly Rae Jespen, e segue com a deliciosa Out of My Head parceria com Tove Lo e a novata ALMA. A melancólica Lucky traz um certo amargor resultante de uma rejeição anunciada. I Got It conta com a participação de Brooke Candy e Pablo Vittar, sendo uma das faixas mais interessantes do disco com Charli balbuciando algumas frases em português.Outros destaques ficam por conta de Femmebot, Delicious e Track 10.

É interessante ver a faceta de artistas que normalmente são pré-moldados mercadologicamente, agindo com liberdade criativa genuína e fazendo da sua música um verdadeiro laboratório de experimentações, onde muita coisa pode não dar certo, mas o que dá, é alquimia pura.

Para ouvir:

Out Of My Head feat. Tove Lo and ALMA

I Got It feat Brooke Candy, CupcakKe and Pablo Vittar

Femmebot feat. Dorian Electra and Mykki Blanco

Tears feat. Caroline Polachek

Unlock It feat. Kim Petras and Jay Park

Nota 9/10

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O Que Esperar da Música em 2018?

Depois da ressaca de ano novo vem a pergunta; o que esperar de 2018 na musica?

Voltando no tempo podemos constatar que os oitavos anos das décadas são extremamente promissores criativamente e muito do que se produziu teve impacto massivo na década seguinte.
Vamos pegar produções de 1998 e 2008 como exemplo.

Em 98 tivemos;

O lançamento do Smash Hit …Baby One More Time da até então ex clube do Mickey, Britney Spears, que abriu um nicho sem precedentes de cantoras Teen e ali era só o começo.

Depois de 50 anos de carreira Cher lançaria aquele que seria o seu maior sucesso na historia, popularizando um recurso que seria usado a exaustão na próxima década; o Autotune ou efeito Cher na época. A canção Believe que explodiria mundialmente no ano seguinte foi lançada em 1998 e o resto é historia.

Falando em lendas, Madonna muito antes de Dua Lipa, ditava as novas regras da indústria, com seu eletrônico deliciosamente dançante e introspectivo; Ray Of Light, vencedor de 4 grammys em 1999, lançado em março de 1998. O disco mudou a forma de se fazer musica pop e abriu espaço para o famigerado conceitual.

Dentre as dezenas de gilrbands a se lançarem comercialmente embaladas pelo sucesso das Spice Girls, um grupo de três garotas no melhor estilo TLC começava a chamar atenção, eram nada mais que as Destiny Child onde a novata Beyoncé Knowles lider do grupo, já se destacava.

Falando em poder feminino, Lauryn Hill reinventaria a roda com o seu aclamadíssimo The Miseducation of Lauryn Hill, que revolucionou o R&B no final da década e influenciaria mais tarde desde Rihanna até Amy Winehouse e Adele.

No campo do Rock n Roll, ainda no auge do estilo alternativo, o Kiss retornaria com a formação original e com a maquiagem marca do grupo, depois de anos e o Aerosmith lançaria seu smash hit, I Don’t Want to Miss A Thing que dominou o planeta.

E não só de dinossauros vivia o Rock, o Queens of Stone Age debutava com o seu disco auto intitulado e uma banda do Arkansas, que explodiria na década seguinte vendendo milhões de cópias de seus discos, lançava seu tímido primeiro EP, o Evanescence.

Se 1998 foi um ano agitado para música 2008 não ficou atrás.
Há dez anos era lançado a plataforma de Streaming mais popular da atualidade, o Spotify.
Rihanna se consolidava como diva pop com seu disco Girl Gone Bad Reloaded, Katy Perry debutava seu single I Kissed The Girl e uma garota excêntrica de Nova Iorque lançava seu primeiro trabalho, The Fame que dominaria o mundo no ano seguinte; Lady Gaga.
Nem só de lançamento viveu 2008, Madonna daria inicio a sua turnê Stick & Sweet que se tornaria a maior turnê feminina solo da história, recorde que permanece até hoje e Beyoncé ja em carreira solo conquistaria o topo dos Charts e das festas com seu Single Ladies (Put a Ring on It).
Em 2008 Amy Winehouse era aclamada no Grammy e Taylor Swift lançava Fearless, seu maior sucesso comercial que venceria o Álbum do Ano em 2010, fazendo a cantora ser a mais jovem a vencer o premio máximo da indústria.

Com irmãos tão bem sucedidos, fica difícil para 2018 não sentir a pressão de seus predecessores que marcaram a história da música. Lançamentos de peso para todos os gostos teremos aos montes, já que voltam; Justin Timberlake, Ariana Grande,1975, Avril Lavigne, Camila Cabello, Franz Ferdinand, Artic Monkeys, Madonna, Bastille, Interpol, Jack White, Kylie Minogue, Ozzy Osbourne, Muse, Selena Gomez, Frank Ocean entre outros.

No Brasil Pablo Vittar já está em processo de produção de seu novo disco e Anitta deve lançar algo impactante ainda no primeiro semestre, do mais teremos ainda o Sertanejo Universitário e o Funk dominando as paradas. Não desmerecendo a geração atual, longe de mim adoro aliás, mas que da saudade o Brasil de 1988 com Ideologia do Cazuza, primeiro disco da Marisa Monte, além da alegria das festas infantis Xou da Xuxa 3 e vou de táxi da Angélica, isso dá.

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Confirmado: Pabllo Vittar é headliner do Festival Milkshake

Nocauteou, me tonteou
Veio à tona, fui à lona, foi K.O.

 
Pabllo Vittar e Karol Conká estão confirmadíssimos como headliners no Festival Milkshake, além de Hércules & Lova Affair. Criado na Holanda pela produtora Air Events com o intuito de celebrar a diversidade, promovendo valores de amor, respeito, tolerância e liberdade, o evento tem sua primeira edição nacional no dia 16 de junho, sexta-feira.

 

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Serviço
Data: 16 de junho de 2017
Horário: 16h às 06h
Local: Av. Francisco Matarazzo, 678, Barra Funda, São Paulo/SP
Ingressos: Os ingressos  estão à venda pelo site do festival. R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia-entrada).

Para aqueles que optarem pelo serviço Premium, há um acréscimo fixo de R$ 199.
Classificação etária: 18 anos
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