Pabllo Vittar- Seu Crime; Artista Lança Super Produção Ousada Para Seu Novo Single

Pablo Vittar lançou oficialmente nessa manhã o seu mais novo vídeo para o single Seu Crime, presente no disco Não Para Não de 2018.

O vídeo traz uma superprodução que se passa no interior do Brasil, com muita coreografia, cores e figurinos.

Confira Seu Crime;

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Pabllo Vittar – Não Para Não; Na Pressa, Pabllo Atropela quem Estiver na Frente, Inclusive sua Música

Na onda que surgiu em meados de 2015 e 2016, da exaltação das Drags Queens internacionais oriundas de RuPauls Drag Race, que lotavam as casas noturnas Brasil a fora com seus espetáculos musicais autorias. Uma leva de artistas LGBT’s começaram a despontar no cenário nacional e a maior expoente dessa leva, que tomou de assalto todos os meios midiáticos, é sem dúvida Pabllo Vittar. Inegável o impacto de Pabllo Vittar no cenário da música pop dessa década, tanto no Brasil como fora dele, sendo apadrinhada por nomes como Diplo do Major Lazer e Charli XCX.

E em meio a tanto Hype, Pabllo lança seu mais novo trabalho; Não Para Não. Se trata absolutamente de um disco brasileiro feito aos moldes do que se tem produzido nos inferninhos ao redor do país. O disco acerta em utilizar uma linguagem que transita bem entre diversos públicos, e para isso utiliza produções que vão do Funk ao brega, passando pelo Axé.

As colaborações também são um ponto forte nessa empreitada de abraçar o mundo e agradar todo o tipo ouvintes. A diversidade e a identidade com ritmos populares, principalmente do norte do país é o que mais se tem de interessante no trabalho, porém o lírico carece de sustância para fazer o disco parar em pé.

Com composições simples, as músicas se tornam risórias pelos motivos errados, a pobreza na construção das letras faz um poeta iniciante soar mais como um Pablo, Neruda do que Vittar.

Com mais tempo de bagagem e muito mais verba que em seu trabalho anterior, era de se esperar mais capricho nesse álbum, mas tudo parece ter sido feito às pressas, numa ânsia que tudo se acabe logo. Nenhuma música do curto disco, são dez faixas, passa dos três minutos.

Nunca se exigiu muito conteúdo em músicas feitas para rebolar e se jogar nas festas, porem para uma artista que quer se levar a sério e tem tomado para si as rédeas do pop nacional, era esperado um pouco mais de capricho no novo trabalho. Havia sido divulgado que o disco traria engajamento por causas sociais, porem se limita a péssima Ouro, parceria com Urias, que nem chega perto da maravilhosa e cheia de coração, Indestrutível, de seu álbum anterior, o Vai Passar Mal.

Falando em parceria, a química de Pabllo com o pagodeiro Dilsinho, rendeu a melhor música do trabalho, o que não é um mérito muito grande. Trago seu Amor de Volta tem uma pegada gostosa de Axé, com muito romantismo e bom humor, referenciando aquelas propagandas que vemos coladas em postes em todo Brasil.

Disk Me, atual single de Vittar, também tem seu brilho, mas é uma balada que fica bem aquém do apelo pop de K.O. por exemplo. Destaque para os bons vocais de Pabllo.

Não vou deitar é um gostoso forró com toques contemporâneos que contagia e faz referências as famigeradas “sofrências”, muito populares no nordeste e norte.

Evocando os vocais das grandes divas do euro dance dos anos 90, Seu Crime dá pistas que estamos diante de uma Pabllo de coração partido e que busca a redenção de um sentimento que não vingou.

Os pontos altos do disco sem duvidas são as produções, mixagens no ponto e trazendo uma variedade enorme de ritmos brasileiros e com uma linguagem pop bem-feita, que é eficiente em se comunicar com vários nichos sem perder a identidade. Os vocais de Pabllo também melhoraram bastante e soam mais brilhantes e um pouco menos incômodos.

O maior problema de Não Para Não, intencional ou não, é a velocidade em que somos devastados pelo disco, que atropela tudo pela frente e entrega freneticamente uma variedade imensa de coisas acontecendo ao mesmo tempo, como colocar todos os sabores de bala ao mesmo tempo na boca, não se consegue identificar ou aproveitar o sabor de nenhuma, e o saldo é amargo.

Como já dito, as letras têm bons sentidos, mas são mal escritas, passando um ar de preguiça dos compositores, e o brasil sendo berço de excelentes letristas, ficamos meio sem entender o motivo de tanta pobreza.

Não Para Não poderia ter sido melhor aproveitado se lançado naquele período do ano, entre as férias e o carnaval, com o sol a pino e o clima de descontração, com certeza seria uma tacada de mestre, e o álbum contribuiria e muito para esse período notório de alegria nacional. Porém lançar um disco descompromissado, vendido com uma capa de engajamento, as portas de eleições polemicas e sem conteúdo que faça jus a essa tal militância, é ligar um freezer no Alasca.

Nota; 4,0

Para Ouvir;

Seu Crime

Disk Me

Não Vou Deitar

Trago Seu Amor De Volta feat. Dilsinho

 

 

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Troye Sivan – Bloom; O Florescer do Futuro da Musica Pop

 

O jovem Troye Sivan fez um decente debut com Blue Neighbourhood de 2015 e é em seu novo trabalho, Bloom, que o sul africano radicado na Austrália, demonstra seu talento aqui lapidado e com novos espectros de luz e sombras.

Seventeen abre o trabalho versando sobre a habilidade juvenil de idealizar o amor e o choque de realidade. Se trata das aventuras românticas de Sivan quando era adolescente e buscava o amor em aplicativos de pegação. A faixa transita da atmosfera romântica a crueza dos relacionamentos com homens mais velhos, que estavam mais preocupados com uma boa noite de sexo do que com devaneios românticos pueris. A letra tem colaboração da queridinha do indie Allie X.

My! My! My! é o primeiro single do disco, se trata de uma bem construída e dançante faixa pop que explora mais uma vez o romance e idealizações amorosas, mas de forma bem mais divertida. Fala sobre abraçar e assumir um sentimento sem medo.

The Good Side diminui um pouco o a frequência dançante e traz uma balada bem comprometida, principalmente com a estética folk do fim dos anos 60. Troye mostra que está fazendo a sua lição de casa e explorando estilos interessantes dentro da musica pop.  O único problema aqui é a quantidade de gente para compor dois versos, uma ponte e um refrão; seis pessoas; Troye Sivan, Leland, Bram Inscore, Allie X, Ariel Rechtshaid & Jam City.

Oscar Holter assina a produção da faixa que dá titulo ao disco, a explosiva e provocante Bloom.

Musicalmente é um pop contemporâneo, o que significa que carrega uma tonelada de referências aos anos 80 e 90 além de um Q de indie neon. A faixa não faz feio em nenhuma festa e é cheia de energia do início ao fim. Liricamente temos aqui um tema pouco abordado no universo musical, a primeira noite de um garoto gay.  Tudo é construído com naturalidade, inteligência e sem clichês.

Falando de um cartão postal que nunca chegou ao destinatário, Troye e Gordi se unem em Postcard uma bonita e sensível balada.

Ariana Grande assume com Sivan o comando de Dance to This, fazendo uma ode aos festeiros que curtem se divertir em casa, de preferencia com uma boa companhia.

What a Heavenly Way to Die começa dar ao trabalho um gostinho de já ouvi isso antes e esse é o maior defeito de Bloom, a monotonia que se apodera da obra conforme se habitua com as músicas. De qualquer forma é uma balada mediana, que pode embalar tranquilamente um saguão de espera, um elevador ou mesmo um jantar romântico.

Lucky Strike é interessante pois traz Troye assumindo a composição com apenas um parceiro, Alex Hope, dando mais direcionamento a obra. Falando sobre como o amor é um golpe de sorte, somos imersos em uma boa produção também assinada por Hope.

Animal, uma balada sobre ânsias de um amor devastador que não mais pode ser contido, fecha o trabalho de forma decente. É uma profusão de hormônios, desejo e torpor juvenil. Saudosismo puro para quem já passou dessa fase e se lembra dos seus bons tempo e uma forma de comunicação precisa aos jovens que ainda se identificam com essa ferocidade.

Bloom fecha com 10 faixas em sua versão standard, uma ótima quantidade que não satura nem deixa faltar. O maior defeito do disco é a monotonia que pode assolar a produção depois de passada algumas músicas, a necessidade de tudo ter as mesmas graduações de cinza, do mais claro ao escuro, dá certo cabresto num trabalho que tinha tudo para borbulhar em cores e paisagens maravilhosas. O excesso de mãos em faixas não muito complexas em seu lirismo também atrapalha, faz perder justamente o ponto de maior interesse; o tom confessional de um jovem gay do século XXI.

Positivamente é um disco de seu tempo e com potencial de elevar Troye Sivan para outro nível e é sem duvidas uma evolução. Nos resta acompanhar o novo capítulo da efêmera atmosfera pop contemporânea.

Nota 7,5

Para Ouvir;

Seventeen

My! My! My

Good Side

Bloom

Lucky Strike

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RuPaul’s Drag Race Season 10; O Cast da Nova Temporada é Revelado

Nessa quinta feira 22/02 logo após a exibição do episódio de All Stars 3, foi exibido o primeiro trailer da nova temporada de RuPaul’s Drag Race Season 10, que estreia em 22/03 uma semana após a final do All Stars 3. E uma das grandes novidades será a volta do Untucked no formato que foi exibido até a season 6, ou seja, o drama e o shade vão rolar soltos, para deleite dos fãs.

Confira o elenco da nova temporada Henny;

 

Ásia T O’hara

Dallas, Texas

Insta/Twitter @AsiaOharaLand

 

Aquaria

Brooklyn, Nova Iorque

Twitter: @aquariaofficial, Instagram: @ageofaquaria

 

Blair St. Clair

Indianapolis, Indiana

Twitter: @ BlairStClair, Instagram: @ blairst.clair

 

Dusty Ray Bottoms

Nova Iorque, Nova Iorque

Twitter: @DustyRayBottoms, Instagram: @dustyray

 

Eureka O’Hara

Johnson City, Tennessee

Twitter/Instagram: @eurekaohara

 

Kalorie Karbdashian-Williams

Albuquerque, Novo México

Twitter/Instagram: @kalkarbdashianw

 

Kameron Michaels

Nashville, Tennessee

Twitter: @KameronMichaels, Instagram: @kameronmichaels

 

Mayhem Miller

Riverside, Califórnia

Twitter/Instagram: @TheOnlyMayhem

 

Miz Cracker

Nova Iorque, Nova Iorque

Twitter/Instagram: @miz_cracker

 

Monét X Change

Bronx, Nova Iorque

Twitter/Instagram: @monetxchange

 

Monique Heart

Kansas City, Missouri

Twitter: @IAmMoniqueHeart, Instagram: @kevinandmonique

 

The Vixen

Chicago, Illinois

Twitter/Instragram: @TheVixensworld

 

Vanessa Vanjie Mateo

Tampa, Florida

Twitter/Instagram: @VanessaVanjie

 

Yuhua Hamasaki

Nova Iorque, Nova Iorque

Twitter: @YuhuaNYC, Instagram: @yuhuahamasaki

 

Acompanhe o trailer completo da nova temporada;

 

 

 

 

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RuPaul’s Drag Race – All Stars 3; A Nova Temporada Já Está Quase Entre Nós, Aqueçam Seus Motores

Eis que finalmente tivemos um gostinho da nova temporada de RuPauls Drag Race All Stars 3, foi liberado os primeiros quinze minutos do show com as entradas das Queens.

O programa estreia na próxima quinta feira 25 de janeiro, pela VH1 dos Estados Unidos ás 21h horário de Brasília.

Teremos cobertura aqui pelo Pastilha Drops toda sexta de manhã logo após a exibição do episódio.

Nessa edição teremos o retorno das participantes de outras temporadas que não conseguiram suas coroas sendo elas;

Aja – Season 9

Ben DeLacreme – Season 6

ChiChi DeVayne – Season 8

Kennedy Devenport – Season 7

Milk – Season 6

Morgan McMichaels – Season 2

Shangela – Season 2 e 3

Thorgy Thor – Season 8

Trixie Mattel – Season 7

 

Uma décima participante deve ser apresentada no início da competição.

 

Confira o vídeo com a entrada das Queens

 

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O retorno (mais que) necessário de Will & Grace

Olha aí a responsável por me fazer ansiar pela fall season 2017. Will and Grace é o melhor exemplo de que algumas produções merecem o questionável regresso.

A sitcom, pioneira e importantíssima para causa LGBT, escolheu o melhor momento para o revival. Aguardado e bem escrito, o episódio de estreia entregou tudo o que queríamos e sentíamos saudades em uma versão 2.0. Responsável por levar o beijo homoafetivo ao horário nobre, discutir sobre visibilidade e casamento gay em uma era sem Facebook e Twitter, a série da NBC está mais ácida e política do que nunca, cutucando a onça topetuda sem vara, apertando a ferida mesmo.

A química entre o quarteto continua afiada, com um roteiro rápido, dinâmico e cheio de referências às mudanças ocorridas no mundo após o fim da produção, desde apps de relacionamentos à Scandal de Shonda Rhimes.

Já anunciada, de fato há uma mudança referente ao final de 2006. Grace e Will continuam amigos e sem filhos (!).  Jack continua a sua incessante busca por sucesso enquanto Karen, ora está com o celular ou um drink em mãos. Queremos Rosario também <3

Atualmente, são poucas as comédias que conseguem se manter engraçadas. Mom e Black-ish são poucos exemplos que particularmente me fazem rir. Digo rir mesmo, não aquele sorriso de canto de boca que vez ou nunca The Big Bang Theory traz. No episódio de estreia, Will & Grace me fez gargalhar, esquecer dos problemas do início ao fim, e esse é o principal objetivo quando se quer entreter, certo? Nos fazer fugir da realidade e proporcionar diversão?

Espero que o revival mantenha a qualidade e conquiste novos fãs. Em uma era em que o debate sobre gênero e preconceito não saem de pauta em meio à ataques, Will, Grace, Jack e Karen voltam em sua melhor forma para destacar o pior da sociedade de um jeito que só eles sabem fazer. Obrigada mundo!

 

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