Os bastidores das cenas de luta da nova temporada de Marvel – Punho de Ferro

Confira o coreógrafo de lutas, Clayton Barber, em ação, que traz uma visão única para a segunda temporada de Marvel – Punho de Ferro. Clayton trabalhou anteriormente em Pantera Negra, também da Marvel, e Creed: Nascido para Lutar.

 

 

A segunda temporada de Punho de Ferro estreia em 7 de setembro.

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Ariana Grande – Sweetner; O Disco Decola Tarde Demais e o Sabor é Agridoce

Ariana Grande é conhecida pelos seus temas musicais que podem ir do romance água com açúcar até o mais depravado cenário de sexo, isso tudo sem perder a fines e aquele jeito de menina meiga, divertida e maliciosa. Resumindo, um prato cheio para uma indústria que idolatra todos esses aspectos em uma musa pop. Fora toda essa alegoria, Ariana é dotada de uma excelente capacidade vocal, tendo sido comparada desde o começo da carreira a jovem Mariah Carey, seja na voz ou identidade visual.

Ariana é bem mais humilde que sua provável mentora musical, seja nas ambições, seja na postura vocal. E seu mais novo registro é a prova disso, titulado de Sweetener, o novo disco da artista mescla momentos de descontração com seriedade, sem perder o foco no ponto primordial da obra; uma dor profunda e sombria na alma de Grande.

Raindrops (an angel cried) é uma breve intro que de cara já sinaliza o que há de vir no conteúdo lírico do disco, além de reafirmar seu maior dom; a voz.

Pharrel Williams assina quase metade do projeto e de cara, na primeira canção efetiva do disco, aparece dividindo os vocais e swing com a dona do trabalho em Blazed, uma divertida faixa que cresce a cada audição. Apesar da grande força de vontade a atmosfera descontraída não decola, apenas proporciona bons instantes de descontração intercalados por uma massa enjoativa.

Muito tem se falado da irregularidade desse disco e como muitos fãs de musica pop viraram a cara para o que ouviram e acredito que a terceira faixa, the light is coming, parceria com Nicki Minaj, tenha contribuído para essa má fama. A musica em questão é desastrosa em sentidos inimagináveis numa produção dessa exuberância e competência. Ao lado de uma letra que tenta falar sério sem se levar a sério e uma produção irritante, Ariana despenca como um anjo renegado em meio aos escombros do mal gosto.

R.E.M. é uma romântica produção R&B totalmente imersa no que se produzia no final dos 90’s e inicio dos 00’s, um verdadeiro oásis depois da péssima faixa anterior. Apesar de conseguir preencher qualitativamente o que se espera em um trabalho de Grande, a faixa soa um tanto longa demais, tirando isso é um dos êxitos do disco sem dúvida.

Talvez as coisas tivessem sido mais tranquilas para Ariana se a mesma tivesse decidido colocar o clássico feminista contemporâneo God is A Woman como a segunda faixa, mas falemos disso mais a frente.

Lançada como single recentemente, com um vídeo cheio de simbologias e alegorias religiosas, fora do contexto audiovisual a faixa é efetivamente a primeira realmente boa do disco, remetendo ao que Ariana já produziu e até mesmo clássicos como Like a Prayer de Madonna, tudo aqui leva o ouvinte a apoteose, o que nesse ponto da audição já se faz necessário.

Se em the light is coming caímos sem sutilezas de cara no chão, em Sweetener que dá título ao trabalho, chafurdamos na lama em uma tentativa pífia de trabalhar com um lirismo preguiçoso que faz “subentender” acrobacias sexuais. E a coisa continua azedando na sétima faixa, sucessful, com Ariana falando das delicias de uma vida bem-sucedida. Além de soar ingênua e boba, a artista não convence em sua postura.

Quem ouve o disco até aqui pode pensar que talvez Ariana Grande possa ter perdido a mão e que não há esperança a frente. Porem o set que se deslumbra prova que nem tudo está perdido, ou será que devido ao que se ouviu antes, produções medianas podem soar melhores do que são?

Everytime é uma das melhores faixas do disco, o que não é difícil de ser. Aquela sensação de jams maravilhosos para curtir o verão nos anos 2000 se materializa instantaneamente na mente de quem viveu aqueles tempos e ouve a música. Ponto para a produção caprichada.

Já queridinha dos fãs desde a primeira audição breathing é um R&B Pop com um Q de pop rock oitentista, que vicia instantaneamente. Lembra um pouco o trabalho da artista em Dangerous Woman de 2016. Oremos que vire single.

Encerrando a narrativa que se iniciou lá na introdução do disco com raindrops, o carro chefe do disco; no tears left to cry, ajuda a contextualizar tudo o que presenciamos até aqui e mantem o ritmo de uma ótima sequencia de musicas sem deixar a peteca cair.

Boderline decepciona mais pela curtíssima participação da Deusa do Rap; Missy Elliot, do que pela produção em si.

A também curta better off é o prenuncio da vontade de experimentação que veremos na faixa seguinte, porém ser curta pode ser uma vantagem aqui, talvez calhasse de cometer o mesmo pecado de R.E.M. em ser desnecessariamente longa.

Imogen Heap povoou o imaginário indie nos anos 00’s, trazendo uma atmosfera fantasmagórica digna de Kate Bush. A engenheira musical foi a responsável por um dos melhores discos da década passada. E as boas artistas dessa geração sabiamente trataram de trazer essa influencia para seus trabalhos, como Taylor Swift em Clean do 1989 de 2014, que conta ainda com a mão de Imogen na produção.

Goodnight n go, é uma versão de Ariana para a faixa de Imogen Heap no disco Speak For Yourself de 2005. Trocando os versos iniciais, Ariana dá uma espetacular repaginada na canção e traz para o seu contexto de vida pessoal. A melhor musica do disco e uma das melhores da carreira de Grande.

Pete Davidson é uma balada curta que funciona como uma espécie de espiada dentro do mundo particular do polêmico relacionamento de Ariana com o comediante Pete Davidson que dá nome a faixa.

Get Well Soon fecha o trabalho que começou com um certo amargor e aqui termina mais doce. A curiosidade da faixa é a presença de 40 segundos de silencio em homenagem as vitimas do atentado ao show da cantora em Manchester há alguns anos atrás.

A mão de Pharrel pesou como um todo em Sweetener e depois de quase vinte anos povoando as mais variadas produções no mainstream, o que traz certo cansaço. Do mais, no sentido de produção, tudo vem a calhar e o saldo final é mais positivo do que negativo.

Sweetener peca pela quantidade e desorganização das faixas, uma boa revisão antes do corte final só teria feito bem ao trabalho. Talvez Ariana Grande não tenha uma era tão em evidencia como a anterior, porém será possível passar pela maldição do quarto álbum com certa tranquilidade.

 

 

 

 

Nota 6/10

Para Ouvir; 

God Is a Woman

Everytime

Breathing

No Tears Left to Cry

Goodnight n go

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VMA 2018; Camila Cabello se Consagra a Grande Vencedora, Numa Premiação Morna

Ontem, 20/08, foi realizada a edição de 2018 do Video Music Awards da MTV, o VMA.

Numa noite morna, tiveram destaques as performances de Shawn Mendes, Ariana Grande, Nicki Minaj e a grande homenageada da noite, Jennifer Lopez, que subiu ao palco para apresentar um mashup de seus maiores sucessos e receber o Michael Jackson Vanguard Award.

A grande vencedora da noite foi Camilla Cabello, que venceu as duas principais categorias; Artista do Ano e Video do Ano por Havana, este ultimo entregue por Madonna, que inclusive antes de apresentar Camila como vencedora, fez uma timida homenagem a Aretha Franklin.

 

Confira a lista completa de vencedores;

Clipe do ano

Camila Cabello ft. Young Thug – “Havana”

Artista do ano

Camila Cabello

Música do ano

Post Malone ft. 21 Savage – “rockstar”

Artista revelação

Cardi B

Melhor colaboração

Jennifer Lopez ft. DJ Khaled & Cardi B – “Dinero”

Melhor Pop

Ariana Grande – “No Tears Left to Cry”

Melhor hip-hop

Nicki Minaj – “Chun-Li”

Melhor latino

J Balvin, Willy William – “Mi Gente”

Melhor dance

Avicii ft. Rita Ora – “Lonely Together”

Melhor rock

Imagine Dragons – “Whatever It Takes”

Melhor vídeo com mensagem

Childish Gambino – “This Is America”

Melhor fotografia

The Carters – “APES**T” – Benoit Debie

Melhor direção

Childish Gambino – “This Is America” – Hiro Murai

Melhor direção de arte

The Carters – “APES**T” – Jan Houlevigue

Melhores efeitos visuais

Kendrick Lamar & SZA – “All The Stars”

Melhor coreografia

Childish Gambino – “This Is America”

Melhor edição

N.E.R.D & Rihanna – “Lemon”

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Chuva de trailers | Vem ver Roma, Punho de Ferro e mais!

Bora para os trailers que saíram essa semana? Bora!

1 – Começando com Punho de Ferro, série Marvel/Netflix que estreia dia 7 de setembro (sim, bem no feriado!). A segunda temporada mostra a luta de Danny Rand (Finn Jones) contra um criminoso que aterroriza a cidade de Nova York com suas habilidades de kung fu e sua capacidade de invocar o enorme poder do Punho de Fogo.

 

2 – Do diretor Alfonso Cuarón e produzido pela Esperanto Filmoj e Participant Media, Roma estará disponível nos cinemas e na Netflix ainda em 2018. A produção narra um ano turbulento na vida de uma família de classe média na Cidade do México dos anos 70. Inspirado nas mulheres de sua infância, Cuarón faz uma engenhosa homenagem ao matriarcado que moldou o seu mundo.

 

3 – “Juliet, Nua e Crua”, filme baseado no romance homônimo de Nick Hornby e distribuído aqui no Brasil pela Diamond Filmes, teve o trailer divulgado. Annie (Byrne) está há anos presa num relacionamento já desgastado com Ducan (O’Dowd), um fã obcecado pelo roqueiro Tucker Crowe (Hawke), que está desaparecido há décadas anos. Quando uma demo acústica do último trabalho de Tucker – gravada há 25 anos – aparece, novas conexões se formam, mudando a vida dos envolvidos. Com Ethan Hawke, Rose Byrne, Chris O’Dowd e Jesse Peretz (“Girls”, da HBO) assina a direção do longa. Estreia ainda em 2018.

 

4 – NEXT GEN é uma animação de ação e aventura que fala do poder das lembranças, boas ou más. O filme conta a história de uma amizade improvável entre uma menina rebelde e um robô-soldado em fuga que se unem para impedir os planos de um louco que pretende dominar o mundo pela tecnologia.

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PAPILLON | Charlie Hunnam e Rami Malek estrelam a nova versão

Remake dirigido por Michael Noer e baseado na obra homônima de 1969 de Henri Carrière, Papillon acaba de ter o trailer nacional divulgado. O longa estreia dia 4 de outubro nos cinemas: ​

 

 

Estrelado por Charlie Hunnam (Sons of Anarchy, Círculo de Fogo) e Rami Malek (Mr. Robot, Bohemian Rhapsody), o longa conta com Eve Hewson e Michael Socha. Ah, vai rolar uma reunion de Sons of Anarchy: Tommy Flanagan está no elenco também. Jesus Christ Jackie Boy!

 

 

Sinopse:

Baseado na história real de Henri ​“Papillon” Charrière (Charlie Hunnam), um homem acusado injustamente de assassinato e condenado à prisão perpétua na temível Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. Determinado a recuperar sua liberdade, Papillon forma uma aliança com outro condenado, Louis Dega (Rami Malek), que, em troca de proteção, concorda em financiar essa fuga. ​Juntos, eles terão que superar todos os seus limites para conseguir escapar da prisão e provar sua inocência. Todos que tentaram fugir foram levados para a solitária ou condenados à morte, o que torna a missão ainda mais arriscada.

 

 

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Confira o trailer legendado de Um Pequeno Favor

Um Pequeno Favor teve um novo trailer divulgado pela Paris Filmes.

A produção é estrelada por Anna Kendrick e Blake Lively, e dirigida por Paul Feig. A história mostra a vida de Stephanie, que faz amizade com uma nova pessoa. Ela pede para pegar seu filho na escola e depois desaparece misteriosamente. Após isso, Stephanie precisa descobrir a verdade por trás desse desparecimento de Emily.

O filme estreia no dia 27 de setembro no Brasil.

 

Confira:

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Venom | Imagem inédita do longa é divulgada

Foi divulgada uma nova imagem do filme Venom pela revista Entertainment Weekly.

O longa não é um spin-off de Homem-Aranha, apenas um derivado do universo. O filme é uma adaptação dos quadrinhos da Marvel e dirigido por Ruben Fleischer com base no roteiro de Scott Rosenberg e Jeff Pinkner.

O anti-herói é vivido pelo ator Tom Hardy.

A produção tem previsão de estreia no dia 05 de outubro.

 

Confira:

 

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Podres de Ricos é sucesso entre os críticos

A adaptação do livro do escritor Kevin Kwan, Asiáticos Podres de Ricos, estreia no Brasil dia 01 de novembro.

A comédia romântica, intitulada apenas Podres de Ricos no Brasil (Craz Rich Asians) tem conquistado vários críticos e os usuários do site Rotten Tomatoes.

O filme é dirigido por Jon M.Chu e conta com elenco predominantemente asiático, são eles: Constance Wu, Henry Golding, Michelle Yeoh, Awkwafina, Ken Jeong, Harry Shum Jr., entre outros.

 

 

Confira:

 

 

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Cher – Gimme! Gimme! Gimme! (A man After Midnight); A Divertida Versão da Deusa do Pop para A Icônica Musica do Abba

Cher é uma das estrelas presentes Mama Mia! Here We Go Again! Segunda parte do aclamado musical Mama Mia! Levado as telas no fim dos anos 2000 e estrelado por Meryl Streep. A obra consiste em uma ode apaixonada pelo quarteto sueco Abba, um dos ícones da dance music dos anos 70 e 80.

Aproveitando o ensejo, Cher decidiu revisitar a discografia do grupo e lançar um disco inteirinho com versões dos hits do Abba.

E já está entre nós a primeira mostra oficial dessa incursão, Gimme! Gimme! Gimme! (A man After Midnight) foi escolhida como carro chefe do projeto, que já tem até título; Dancing Queen. O álbum deve ser lançado ainda nesse semestre.

Lembrando que em 2005 Madonna conseguiu permissão do próprio Abba, para usar o sample da música em seu single Hung Up, e o resultado todo mundo já conhece.

Será que depois de vinte anos Cher irá emplacar mais um hino global como fez com Believe em 1998? Tomara!

 

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Madonna – Ray Of Light; Revisitando Umas das Joias Mais Preciosas da Coroa da Rainha Do Pop

Vamos começar a partir de hoje uma nova sessão aqui no Pastilha, resenhas de albums que fizeram história e marcaram a cultura pop. E para iniciar os trabalhos, selecionamos uma das aniversariantes mais celebres do mês de agosto, Madonna, que faz 60 anos no próximo dia 16.

Se a Discografia de Madonna compusesse uma coroa, a ser posta acima da cabeça da própria, Ray Of Light de 1998 seria a joia central no diadema. Um diamante translúcido refletindo cores variadas dependendo da iluminação recebida, reinando soberano no centro da testa da rainha do pop.

No início da década de 90, Madonna chocava o mundo com seu livro SEX, seguido de um dos seus álbuns mais controversos, o Erotica de 1992. Depois de muita polêmica, a rainha do pop iniciou uma cruzada de limpeza de imagem e a busca por mais seriedade dentro do âmbito cultural. Era preciso mudar, e essa mudança culminou no álbum Ray Of Light, lançado em 1998 e mais uma vez Madonna sacudiu as estruturas do universo pop e da música.

A busca pela sinergia espiritual da americana apareceu previamente em trabalhos como Like a Prayer de 1989 e Bedtime Stories de 1994, porém aqui as coisas se tornaram bem mais sérias e pungentes. Bebendo da cabala e das religiões orientais, Ray of Light foi um divisor de águas dentro da carreira de Madonna, a Material Girl parece ter encontrado finalmente a paz, acompanhada da maternidade. Em 1996 nascia sua primeira filha, Lourdes Maria Ciccone Leon, conhecida também como Lola, fruto do seu namoro com o dançarino Carlos Leon.

Acompanhada do inglês William Orbit e seu fiel escudeiro desde os anos 80, Patrick Leonard, o sétimo disco de inéditas da artista flertava com o Techo, música eletrônica, trip hop, rock e música clássica.

O disco abre com a balada introspectiva Drowned World / Subistitute for Love, onde Madonna disserta sobre a fama, a maternidade e o amor verdadeiro. A faixa foi o terceiro single do disco e o ato de abertura da turnê conjunta com o disco Music de 2000, titulado Drowned World tour em 2001.

Os vocais da artista tiveram uma significativa mudança, trazendo uma voz mais limpa e cheia. Resultado do trabalho vocal no premiado musical cinematográfico Evita, onde Madonna interpretava a esposa do presidente argentino Carlos Perón.

Em Swin Madonna reflete sobre problemas sociais como a violência e ainda sobre a passagem do cometa Halley, além de fazer um contra ponto com a espiritualidade, um primor; “Children killing children. While the students rape their teachers, Comets fly across the sky, While the churches burn their preachers / Crianças matando crianças. Enquanto os estudantes violentam seus professores, os cometas cruzam o céu, enquanto as igrejas queimam seus pregadores”.

A faixa título do álbum, Ray of Light, entrega uma frenética atmosfera rock mixada com o melhor que a música eletrônica poderia oferecer nas mãos de Orbit, uma catarse completa para sua criadora e seus ouvintes. Madonna alcança em Ray of Light suas mais altas notas e um hit que definitivamente guiou os caminhos dos artistas pop que vieram depois. O segundo single do trabalho foi um sucesso radiofônico e conferiu a Madonna o VMA de vídeo do ano na premiação de 1998. Composta e co produzida pela sua intérprete, a canção é até hoje um ponto alto de suas turnês.

Candy Perfum Girl, é uma mostra que mesmo num período mais sério e comportado de sua carreira, a sensualidade ainda era latente, aqui co composta com Susannah Melvoin.

Até aqui Madonna o disco se mostra ousado, conceitual e flamejante. Porém é em Skin, a quinta faixa, que começamos a jornada verdadeiramente espiritual da obra.

Skin dialoga com o techno e dá um preludio do que se ouviria nas pistas de dança na desada seguinte, com Gigi Dagostinno e Lasgo por exemplo. A letra evoca uma conexão com o tema de vidas passadas, o que deixa tudo muito mais interessante, de longe uma das melhores músicas da carreira, principalmente por seu teor a frente do seu tempo.

Nothing Really Matters é uma das favoritas dos fãs e a canção escolhida para ser apresentada no Grammy de 1999 onde Madonna levou quatro gramafones para casa.

Seguindo a vibe espiritual, a faixa expurga alguns dos demônios mais característicos da artista, como o apego exacerbado ao materialismo. Se no início do disco já tenhamos o vislumbre do amadurecimento pessoal e profissional da rainha do pop, aqui deslumbramos com mais clareza.

Apaixonada pela Ioga, Madonna não pensou duas vezes ao interpretar dois escritos clássicos da modalidade, que se popularizou rapidamente no final dos anos 90. E Sky Fits Heaven é a transcrição em inglês de um mantra em sânscrito e hindu, feita por Madonna e Orbit. A faixa ainda faz uma ponte com Bedtime Story, escrita por Bjork, presente no disco Bedtime Stories de Madonna em 1994.

Shanti/Ashtangi, a oitava faixa do trabalho, também é um texto em sânscrito, aqui cantado em literalidade. Tratando se de uma mescla de mantras hindus, baseando se na visão ocidental da cabala.

O primeiro single do disco, Frozen, fez um enorme sucesso nas rádios a época de seu lançamento, colocando Madonna de volta ao jogo e deixando mídia e publico de boca aberta a nova incursão da americana, foi o primeiro relance ao que viria a seguir. Frozen foi vazada na internet dias antes do seu lançamento, causando grande polêmica na época, levando as gravadoras a discutirem esse tipo de conduta, quase inédito até então. Produzida por Madonna e William Orbit, a faixa foi aclamada pelos criticos e elevada ao status de obra prima. Seu video se tornou icônico dentro da videografia da cantora, por trazer vários efeitos eletrônicos que mesmo vinte anos depois, pouco envelheceram.

The Power of Goodbye é uma faixa que mescla o trip hop com a música eletrônica e foi sucesso absoluto nas rádios dance e adulto contemporâneo. Se tornando o quinto single do disco.

Mantendo a linha espiritual, To Have and Not To Hold, versa sobre os valores realmente necessários na vivencia humana, fazendo conexão a faixa Frozen. A sua produção conta com elementos explícitos da bossa nova, tanto na harmonização quanto na instrumentalização. Bossa nova com música eletrônica e evocações de mantra, que mistura sensacional.

Little Star é uma faixa maternal que encaminha a finalização do trabalho, mesclando elementos eletrônicos e música clássica.

Mer Girl é uma faixa intimista composta inteiramente por Madonna que fecha o disco de forma digna, trazendo um poema confessional que passa pelos caminhos tortuosos e metafóricos propostos durante toda a obra.I ran and I ran, I’m still running away/ Eu corri e corri, ainda estou correndo”.

Ray of Light é um marco no amadurecimento e mudança de rumo artístico da maior popstar da história. É incrível como ainda podemos considerar o trabalho contemporâneo e ver suas influências circulando do indie ao pop de forma fluida. Madonna não leva para si exclusividade nos temas orientais, longe disso, mas que é sua a responsabilidade quando artistas da nova safra como Katy Perry, Lady Gaga ou Ariana Grande o utilizam, isso é inegável. Longa vida a Ray of Light e que deus salve a rainha.

 

Para Ouvir

Drowned World / Substitute For Love

Swin

Ray Of Light

Skin

Nothing Really Matters

Sky Fits Heaven

Frozen

To Have And Not To Hold

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