Arctic Monkeys – Tranquility Base Hotel & Casino; Experimentalismo Para Acertar em Cheio A Crítica e Azedar o Publico

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Saudosos tempos simples onde qualquer garoto de 15 a 17 anos circulava pelas rodinhas da escola, pracinha, festinhas, pelo Brasil e mundo afora com uma camiseta do Strokes ou do Arctic Monkeys e até mesmo do Killers se ele gostava mais de um certo glamour.

Era a era de ouro do ‘’indie’’, na era pós emocore e pré hipster. Flourescent Adolescent, Balaclava e Brianstorm tocavam a exaustão nos revolucionários ipods da garotada.

Mais de 10 anos depois temos um Arctic Monkeys com as costas surradas e vindos de uma fase revigorada com o AM de 2013, onde o publico os abraçou novamente e se tornaram uma espécie de últimos salvadores do rock dos anos 2000.

O aguardado trabalho da banda intitulado Tranquility Base Hotel & Casino, é exatamente como o título sugere, uma coletânea de músicas inspiradas em saguões de hotéis cheirando a carpete molhado, cigarros e gin. A sonoridade experimental bebe descaradamente dos anos 70, alias não só o som, mas a identidade visual dessa nova era, traz de volta a paleta de cores pasteis baseadas em vários tons de bege, amarelo e marrom sobre postos, os cortes de cabelo e roupas completam esse cenário saído direto daqueles filmes que passavam de madrugada que a gente deixava no mudo só para ter algo passando na tela.

O disco passa pelos seus 40 minutos de forma suave e sem solavancos, bem com cara de trilha sonora de lounge bar mesmo. E essa ideia de continuidade é reforçada pela conexão que a ultima faixa tem com o começo da primeira.

A critica já demonstrou extrema receptividade ao disco, rasgando elogios não só ao material, mas também a coragem da banda em lançar um projeto experimental B em formato mainstream.

A sonoridade sendo completamente diferente de seu antecessor, e até um tanto refinada demais para as massas, pode afugentar o publico que espera um som mais parecido com o AM.  Os fãs mais xiitas já devem estar comprando roupas em brechós e deixando o cavanhaque crescer. Já os fãs daquele tempo mais simples dos idos 2005 – 2008 vão torcer o nariz e esperar o novo lançamento do Muse que sai ainda esse ano ou até mesmo colocar Favourite Worst Nightmare e vida que segue.

 

 

Nota 8/10

Para ouvir; 

Star Treatment

Golden Trunks

She Looks Like Fun

Batphone

The Ultracheese

 

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