Fall Out Boy – M A N I A; Plastificado e Pronto para o Descarte

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O Fall Out Boy, ou FOB para os mais íntimos, é uma das bandas mais adoradas pelos saudosistas do, atualmente cool, emo, apesar de não ser emo, mas isso é pauta para outro dia. O assunto hoje é o novo disco da banda; M A N I A, lançado há poucas semanas.

A banda havia anunciado o termino em meados de 2009, porem três anos depois voltou com o interessante Save Rock And Roll, que parece ter sugado os resquícios de inspiração do grupo.

M A N I A vem dar continuidade a crise de identidade que a banda passa, começada em American Beauty/ American Psycho de 2015, que mesmo assim ainda lembravam um pouco o velho FOB, vide as faixas Uma Thurman e Centuries.

Na nova empreitada, porém é difícil achar uma linha a seguir onde possamos de maneira instintiva percorrer as dez faixas do disco, que por sorte nossa é bem compacto, com apenas 35 minutos de duração.

A bagunça começa com Young And Menace, faixa confusa com elementos tardios do dub step que não agradou quando foi lançada no final do ano passado, para anunciar a nova era da banda. E seguimos para a um pouco melhor Champion, que apesar de ter uma produção mais refinada puxando para o rock, fica muito aquém do que a banda é capaz de fazer.

O disco desliza pelas outras faixas, todas com nomes curtos e sem muita inspiração. Onde estão os títulos extensos recheados de ironias, sacadas geniais e muita personalidade que Pete Wentz era capaz de criar para as músicas, que mal cabiam no visor do nosso mp3, mp4 ou celulares? A voz de Patrick Stump continua no ponto, porém é interessante como as vezes ele quer soar como o Ed Sheeran na dicção ou no sotaque, como em Stay Frosty Royal Milk Tea.

A artificialidade cinicamente construída para ter um apelo pop e por fim quem sabe obter melhores resultados nas turnês já marcadas ao redor do mundo, pode explicar essa desnecessária necessidade de experimentação de M A N I A. E é impossível não fazer um comparativo com o Maroon 5, que nos últimos 10 anos tem preferido soar apenas pop, do que efetivamente entregar trabalhos que podem soar pop, mas com sustância, como os dois primeiros discos da banda.

O FOB precisa desesperadamente parar e olhar para o Frankenstein que se tornou. Quem sabe ouvir o Under The Cork Tree, primeiro trabalho mainstream da banda, ajude nesse processo de redescobrimento. Até lá, aí nossos ouvidos.

 

NOTA 2/10

Para ouvir

Folie à Deux ou Save Rock And Roll, que são álbuns experimentais da banda, porém com alma.

 

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